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Além de uma investigação policial, a conduta de médicas do Hospital Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba) também será apurada em uma sindicância aberta pelo Conselho Regional de Medicina do Estado (CRM-ES).
Caso seja comprovado que houve alguma falha na prestação do socorro ao estudante Kevinn Belo Tomé da Silva, 16, as médicas podem ser punidas desde com advertência até, em casos extremos, cassação do exercício da profissão.
O CRM explicou que a sindicância tem prazo de 90 dias para apontar se há ou não indícios de falta de ética por parte das profissionais envolvidas.
Caso se comprovem os indícios, abre-se processo. Tanto na fase de sindicância quanto em um processo ético-profissional, a entidade reforçou que há amplo direito de defesa do denunciado.
Em caso de condenação, as penas previstas variam entre advertência e censura confidencial, censura pública, suspensão do exercício profissional por até 30 dias e, em casos extremos, a cassação do exercício profissional.
Segundo informações do Portal da Transparência do CRM-ES, de janeiro a março deste ano, 37 sindicâncias foram abertas no órgão. Além disso, até março, 93 processos éticos-profissionais estavam em trâmite.