
Quem garante é o corredor Deolindo Braga, de 66 anos. Ele e seu irmão gêmeo Amarílio encontraram nos calçadões e nas maratonas a fórmula para uma saúde de ferro: taxas de diabetes, triglicerídeos e colesterol em dia e doenças bem longe do radar.
“No dia a dia, corremos entre 5km e 10km. Saio de Campo Grande e vou até o Centro de Vitória pela Ponte Seca. Mas quando a preparação é para maratonas grandes, aumentamos os treinos para de 15km a 36km. Costumo sair do Clube Libanês, na Praia da Costa, até o final da Praia de Itaparica”, conta Deolindo.
O resultado? Amarílio revela orgulhoso: “Não lembro a última vez que fiquei doente. Mas eu gosto de tomar chás: o de arnica contra inflamações, de cana-de-macaco para os rins, e de quebra-pedra, um bom analgésico”.
Seu irmão concorda: “Faço um check-up todo ano, principalmente para exames de sangue, coração e ressonância. E é tudo nota 10, controlado.”
A dupla jogava futebol na década de 70, mas viu que não valeria a pena investir na carreira profissional.
“A gente precisava de dinheiro para comer. Naquela época, só existia o Rio Branco, Vitória e Desportiva como times profissionais. Passamos, então, a correr. Mas o esporte acabou virando paixão e fonte de saúde”, conta Deolindo.
Amarílio prefere chamar as corridas de “sua namorada”. Não à toa, coleciona grandes maratonas no currículo como a Meia Maratona de Buenos Aires, a Maratona do Chile, a Volta Internacional da Pampulha, em Minas Gerais, e a São Silvestre, em São Paulo.
“Para quem está querendo começar um esporte em 2019, correr é tudo de bom. Diminui o colesterol, combate a obesidade, faz um bem danado para a saúde. Minha dica é começar o percurso caminhando para aquecer o corpo e na volta já ir no trote, correndo”, aconselha Deolindo.
Palavras de quem, em nome da paixão e por uma saúde de qualidade na terceira idade, não exita em correr do Centro de Guarapari até o Convento da Penha.
Assista a entrevista dos gêmeos no Estúdio Tribuna Online:
