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Como a tecnologia ajudou a apurar se Clarinha era menina sequestrada

O mistério que está há mais de 20 anos sem solução, o caso Clarinha, mulher que está internada no Hospital da Polícia Militar (HPM) em estado ...

Mulher em coma profundo, conhecida como Clarinha, pode ser menina sequestrada em Guarapari nos anos 70. Polícia e Ministério Público tentam há anos identificar paciente

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O mistério que está há mais de 20 anos sem solução, o caso Clarinha, mulher que está internada no Hospital da Polícia Militar (HPM) em estado vegetativo desde o ano 2000, contou com a ajuda da tecnologia para encontrar um desfecho.

Com um trabalho de reconhecimento facial para apontar uma possível ligação entre Clarinha e uma criança mineira desaparecida há 45 anos, em Guarapari, exames genéticos descartaram nesta quinta-feira (05) a possibilidade de que se trate da mesma pessoa.

Mulher em coma profundo, conhecida como Clarinha, pode ser menina sequestrada em Guarapari nos anos 70. Polícia e Ministério Público tentam há anos identificar paciente  (Foto: Leonardo Duarte - 02/04/2016)Com 14 anos de experiência em trabalho de reconhecimento facial, Diego Pires, cofundador do Laboratório Faceless, em Curitiba, no Paraná, classificou o caso de Clarinha como “muito complexo”.

Após um trabalho de reconhecimento facial apontar uma possível ligação entre o caso de uma mulher internada há mais de 20 anos em Vitória e de uma criança mineira desaparecida há 45 anos, em Guarapari, exames genéticos descartaram ontem a possibilidade de que se trate da mesma pessoa.

À reportagem, ele explicou ontem que as análises foram feitas nas fotos da menina sequestrada em 1976, em Guarapari, e de Clarinha.

Voltando um pouco no tempo, ele, que é super-reconhecedor e examinador facial, disse que o exame de identificação facial foi solicitado pela Força Nacional em fevereiro de 2021.

A equipe que atuou no caso era composta por seis pessoas, inclusive Diego, sendo quatro analistas faciais e dois examinadores faciais.

Ele admite que não foi fácil comparar uma foto antiga da menina com Clarinha que, em virtude do seu quadro, teve estrutura óssea e de tecido mole afetadas.

Mesmo assim, o processo de reconhecimento passou por três etapas. O super-reconhecimento e as análises – ambos, usando a metodologia visual – mostraram que havia compatibilidade entre o rosto das duas. Depois, foi feito exame de identificação facial, que também utiliza ferramentas computacionais.

Após um relatório investigativo ser entregue à Força Nacional, foi dada sequência às apurações, inclusive pela Polícia Civil mineira.

Esse caso não foi o único envolvendo crianças em que atuou. Um deles foi de um recém-nascido, de 20 dias, que desapareceu com a mãe, no Paraná. Após um ano, foi descoberto que o bebê havia sido adotado por outra família. Ele foi entregue a avó. A mãe segue desaparecida.

“Ficamos na torcida para que as histórias da Clarinha e da criança desaparecida também tenham um desfecho. Importante frisar que esse exame de comparação facial não resultou em uma identificação positiva, e sim em uma compatibilidade, provocando, assim, o exame de DNA”, destacou.

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