- Vitória, ES 23°C

Vitória 23°C

Anúncio
Cidades

Conheça a história de um “trisal”, casal formado por três pessoas

Uma relação pautada no amor, respeito, carinho e em muito diálogo. Assim se resume o dia a dia do tatuador e empresário Jorge Daniel, de 30 anos, e ...

Última atualização

 (Foto: RODOLFO MAGALHÃES)Uma relação pautada no amor, respeito, carinho e em muito diálogo. Assim se resume o dia a dia do tatuador e empresário Jorge Daniel, de 30 anos, e das universitárias Amanda Lopes, de 22, e Letícia Moreira, de 18 anos.

Os três, que moram em Lorena, interior de São Paulo, estão juntos há dois anos e três meses. À reportagem de A Tribuna, Jorge Augusto contou um pouco dessa história, que começa com uma amizade e se transforma em amor.

Eles vivem sob o mesmo teto, dividem a mesma cama – de casal com uma de solteiro acoplada –, compartilham as despesas, assim como os afazeres domésticos e garantem: são felizes.

Focada em malhar, um dia Amanda chegou à academia e viu Jorge Augusto. Cerca de dois anos depois, assumiram o namoro. Já Letícia foi apresentada ao casal posteriormente, em uma festa de amigos.

A Tribuna – Como começou essa história?

Jorge Daniel – Eu e a Amanda já nos conhecíamos há mais de sete anos. Nós começamos uma amizade e as coisas foram fluindo para um relacionamento amoroso.
Em um determinado dia, ela me confidenciou que também se interessava por mulheres. E, desde que me entendo por gente, sei que devo respeitar a opinião das pessoas, mesmo que seja contrária ou aparentemente pode me prejudicar no aspecto sentimental.

O que falou para Amanda?

Disse: se você quiser experimentar, conhecer uma mulher ou outras mulheres, fique à vontade. Eu não tenho o direito de te proibir de nada. Ela, na dúvida, perguntou: “Mas, você vai continuar comigo?” E, eu disse que sim, que apesar de ser algo diferente e peculiar, eu continuaria.
Ela acabou conhecendo algumas meninas e nós continuávamos juntos. Mas, foi passando um tempo, conversamos e ela disse: “Olha, eu quero ter uma experiência de ter uma mulher, mas de ficar com você também”.
Aí acabamos ficando, conhecendo outras mulheres, mas nada de compromisso. Porém, o que era uma aventura, acabou virando algo sério. A gente não queria saber de brincadeiras.

E o que aconteceu?

Há cerca de dois anos e meio, nós conhecemos a Letícia, em uma festa com amigos. Nós conversamos, trocamos ideias e a amizade começou. Dessa amizade, estamos aqui, firmes e fortes há cerca de dois anos e meio.

Como é o dia a dia de vocês?

Vivemos como um casal tradicional, um “trisal” formado, e somos muito felizes.
Nós não temos muitas brigas sobre questões superficiais, como ciúmes, possessividade e nem competitividade, como acontece com alguns casais que, em vez de se unirem, ficam competindo, medindo forças para ver quem vai dominar mais.
O homem, muitas das vezes, com a sua força bruta, e a mulher com a sua astúcia mental. Aí ficam medindo força e o relacionamento acaba sendo desgastante, cansativo para todos.
Aqui a gente vive de muito diálogo, compreensão, entendimento em relação ao que cada um pensa ou o que cada um gosta. E quando não gosta, a gente deixa bem claro que o livre arbítrio deve ser praticado. A gente não quer dominar e nem exercer nenhuma força ou domínio sobre o outro.
E se, porventura, acontecer de um começar a sobressair em relação ao outro, tem o terceiro que dá o voto de minerva, traz o equilíbrio. Isso é algo muito bom. Aqui pautamos as nossas decisões na sabedoria e no amor.

E sobre o que está sendo discutido no CNJ, o que pensa?

É de grande valia para muitos que vivem como nós e, logicamente, repercutirá indiretamente a outros nichos como o grupo LGBT, pois lembre-se de que não é um homem casando com duas mulheres, mas sim, três seres humanos vivendo juntos e se amando.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.