Com as aulas suspensas nas escolas por conta das medidas de isolamento adotadas para enfrentar a pandemia do novo coronavírus, as crianças têm ficado por muito mais tempo dentro de casa.
O porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Carlos Wagner Borges, destacou que nesse período a quantidade de acidentes domésticos com crianças tem aumentado.
Os principais casos de acidente, segundo ele, envolvem afogamento de crianças em baldes de água ou banheiras, além de queimaduras.
O tenente-coronel reforçou o pedido para que os pais conversem com os filhos para orientar os pequenos sobre o risco que o álcool e outros produtos químicos representam.
“Importante ressaltar que os produtos químicos devem ser guardados em locais mais elevados, de preferência de portas fechadas, de tal maneira que dificulte o acesso de crianças. O momento de isolamento social é um momento com mais crianças em casa, mas, ao mesmo tempo, precisamos redobrar os cuidados a nível de prevenção”, destacou.
Borges frisou que, na faixa etária de 1 a 4 anos de idade, são muito comuns os casos de afogamento, principalmente em balde d’agua e banheira.
“Os pais vão dar banho na criança, deixam a banheira cheia no banheiro em um local baixo, a criança acaba entrando e se afogando. O balde d’agua é a mesma coisa. A criança é atraída pela água, coloca a cabeça no balde e não tem força para retornar. Tivemos muitos casos assim no Estado”, revelou.
A partir dos 4 anos, aumentam os casos de queimaduras. “As crianças têm celular, muitos são os vídeos que mostram fogo em álcool, isso atrai a curiosidade das crianças, elas tendem a fazer essas brincadeiras dentro de casa e, muitas vezes, acabam sendo fatais”, disse.
Outra recomendação do militar é sobre os tapetes. Segundo ele, o ideal é que se retire esses itens de decoração, já que as crianças têm o costume de passar correndo sobre eles e acabam escorregando e sendo projetadas contra uma parede ou móvel com quina.
“Importante também pegar esses móveis com quinas e fazer o isolamento delas com papelão ou um produto emborrachado, alguma coisa que não vai provocar ou atenuar a lesão da criança, caso ela bate naquele objeto”, orientou.
