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Cozinhar vira paixão de crianças

Misturar ingredientes e transformar em coisas gostosas, que deixa todo mundo feliz, já faz parte do imaginário das crianças.Para elas, na cozinha ...

Pérola Zache, de 9 anos, exibe com orgulho o bolo de cenoura com chocolate feito por ela

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Misturar ingredientes e transformar em coisas gostosas, que deixa todo mundo feliz, já faz parte do imaginário das crianças.

Para elas, na cozinha acontece mágica: a farinha, o leite e os ovos, com um toque da varinha de condão — que também pode ser chamada de colher —, vira um bolo delicioso. E, para algumas crianças, toda essa magia na hora de cozinhar vira uma paixão.

É assim para Pérola Zache, de 9 anos, que já prepara bolos, pizzas, biscoitos e mais um monte de receitas para quem ela gosta.

A mãe de Pérola, a servidora pública Paula Penitente, de 42 anos, contou que a paixão da menina pela cozinha começou ainda muito cedo, quando elas, junto com o pai, o engenheiro mecânico Gustavo Zache, de 41 anos, criaram o hábito de cozinhar juntos.

“Eu e meu marido trabalhamos fora e sempre que estamos juntos ele gosta de cozinhar, fazer churrasco. É o momento que a gente fica junto em casa. Aí ela acabou pegando o gosto pela cozinha”, contou a mãe.

Pérola Zache, de 9 anos, exibe com orgulho o bolo de cenoura com chocolate feito por ela (Foto: Dayana Souza/ AT/ 04/12/2018)

Mas a menina não fica sozinha na preparação. Segundo Paula, Pérola só vai para a cozinha com supervisão e, sempre quando há perigo de corte ou de queimaduras, quem faz o passo a passo da receita é a mãe ou o pai.

De acordo com a psicóloga Nanda Perim, do PsiMama, os pais devem incentivar as crianças a paixão pela cozinha, mas com supervisão constante.

“Os pais devem mostrar para as crianças que elas são capazes, ensinar como fazer e ainda explicar quais os passos que devem ser feitos junto com um adulto e quais as regras da cozinha. Como diria (a médica e pedagoga) Maria Montessori ‘a ajuda desnecessária é um obstáculo na aprendizagem’”, disse.

A criança na cozinha pode aprender diversas lições, é o que garante a psicóloga e coach Livia Marques.

“Como noção de quantidade, de rotina, organização, seguir regras, saber ter cautela. Caso isso seja feito junto com os pais, pode se tornar uma atividade muito bacana de interação familiar, em que as pessoas realmente podem se conectar”.

A reportagem completa você lê no jornal A Tribuna deste domingo (9). 

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