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Crianças pedem parques e praças a novo prefeito

Alunos do 4º ano de uma escola particular de Vitória tiveram a oportunidade de levar ao novo prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, por meio de uma ...

Crianças mandaram cartas ao prefeito pedindo praças

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Crianças mandaram cartas ao prefeito pedindo praças  (Foto: Acervo/AT)

Alunos do 4º ano de uma escola particular de Vitória tiveram a oportunidade de levar ao novo prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, por meio de uma carta, as ideias que achavam válidas para melhorias na cidade.

A ideia veio do projeto chamado “E aí, Prefeitura?”, que acontece em São Paulo. A professora de língua portuguesa da escola Crescer PHD, Thais Serafim Dos Anjos Radke, explicou que o projeto foi inserido na escola com o intuito de fazer com que as crianças pudessem aprender sobre política.

“Quando conheci o projeto, achei bem interessante. Então eu entrei em contato com eles e trouxemos para o Espírito Santo. Explicamos e fizemos uma análise dos candidatos à Prefeitura de Vitória, na época das eleições. A semente da cidadania foi plantada. A politica faz parte do dia a dia e eles precisam vivenciar isso”, disse.

Mãe da pequena Julia Tirelo Pereira, de 10 anos, a médica Aline Tirelo, 41, contou que os pedidos da filha foram de ciclovias e metrô para a capital, e que a menina gostou muito de ter contribuído de alguma forma com o projeto.

“Ela acha que o trânsito está cada vez pior. Com o metrô, mais pessoas seriam transportadas, sem tanto trânsito. Além de ser um meio de transporte limpo, não prejudica o meio ambiente. Já no caso das bicicletas, elas ajudam a melhorar a saúde por conta do exercício físico”, contou a médica.

Já a pequena Maria Isabel Duarte Conde, de 10 anos, listou em seus pedidos desde a falta de calçadas, pichação em muros, poluição do mangue até problemas na ponte Ayrton Senna.

“A ponte está mal cuidada, precisando de reforma e a população que utiliza não respeita os pedestres. Os ciclistas não descem da bicicleta, patinetes elétricos se misturam aos pedestres e até motos que, às vezes, passam pela área de pedestres”, explicou Maria.

O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, disse que foi uma honra e uma satisfação receber o projeto “E aí, prefeito!?”, dos alunos.

“Estou ansioso para encontrar com as crianças e receber as cartas com as sugestões, que estão em processo de conclusão e serão entregues nos próximos dias. Estou à disposição e meu desejo é entregar para nossas crianças uma cidade muito melhor” destacou Pazolini.


Alguns pedidos


  • Os pedidos das crianças foram diversos, desde melhoria na educação, saúde e segurança, incentivo ao grafite em muros da cidade, abordagem aos moradores de ruas até a necessidade de políticas públicas para ajudá-los.

  • Obras também foram pedidas construções de um metrô, ciclovias, ampliação da sinalização de trânsito e melhoria das calçadas.

  • Meio ambiente foi citado pelos alunos que destacaram a poluição do manguezal de Vitória e pediram ajuda da prefeitura para evitar o problema.

  • Eles solicitaram drenagem nas ruas e combate ao mosquito da dengue.

  • Reforma da ponte Ayrton Senna.

  • Segurança nos bairros foi lembrada pelos pequenos.

  • As crianças também querem parques com brinquedos novos para poderem se divertir, além de praças bem cuidadas, com árvores e espaço para passear.


Cidade para atender aos moradores

Pazolini: cidade mais humana (Foto: Fábio Nunes/AT)O prefeito da capital, Lorenzo Pazolini, disse que o plano é fazer de Vitória uma cidade que atenda diversidades e necessidades de seus moradores.

Um dos pedidos das crianças é a melhoria das calçadas, algo que faz parte do projeto de Pazolini. “Vamos reformar e a ampliar as calçadas, proporcionando conforto e segurança para pedestres, além de fazer uma realocação de famílias que moram em áreas de risco”.

Pazolini disse que pretende criar uma cidade mais humana, acessível e participativa. “É preciso desenvolver novos ambientes para fortalecer as relações sociais. Destinar verba pública para a infraestrutura da cidade é o caminho para combater a violência e a criminalidade”, ressaltou.

Outra preocupação das crianças é a população que vive em situação de rua. Para Lorenzo Pazolini isso não pode ser visto como um problema ou desafio.

“A população que vive em situação de rua na cidade precisa ser vista como parte da solução. É necessário que estes indivíduos sejam integrados, de fato, à sociedade e por isso colocaremos em ação o Programa Reintegrar”, contou.

Pazolini disse ainda que vai criar um aplicativo com mapeamento da cidade, das vias e ciclovias e identificação dos pontos históricos, turísticos e culturais, a fim de garantir acessibilidade plena aos cidadãos.

Sobre o transporte coletivo, ele disse que é dever entregar qualidade à população, assim como outras opções de transporte.

“Vamos priorizar o anel cicloviário, integrando as ciclovias e ciclofaixas que existem para que o morador da capital possa usar a bicicleta para se deslocar de maneira rápida, segura, sustentável e eficaz pela nossa ilha”.

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