Oito novas espécies de besouros foram descobertas na região Norte do Estado, em ambiente de Mata Atlântica nos municípios de Aracruz, Linhares e Sooretama.
Os pesquisadores do projeto “Entomofauna do Espírito Santo”, desenvolvido pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), foram os responsáveis pelo feito.
Até então desconhecidos pela ciência, os insetos foram nomeados como: Microibidion fiuzai, Iquiracetima venturai, Adesmus culiki, Xenofrea simplicioi, Xylergates quinquetuberculatus, Trichonius w-notatus, Pseudobeta casariae e Xenofrea mariae.

O outro homenageado foi o pesquisador Mark Culik, que inspirou o nome Adesmus culiki, devido ao trabalho dedicado à pesquisa entomológica – especialidade que estuda os insetos – no Espírito Santo.
“A gente vem levantando a biodiversidade de insetos no Espírito Santo. Em vários estudos que temos feito, um foi a descoberta desses da família Cerambycidae, ou cerambicídeos. Essas espécies que descobrimos são novas para ciência, e aqui no Espírito Santo conseguimos obtê-la”, explicou o engenheiro agrônomo, doutor em Entomologia, pesquisador voluntário do Incaper e coordenador do projeto, David dos Santos Martins.
O pesquisador especialista em insetos disse ainda que como essas oito espécies não existiam em lugar nenhum para a ciência, elas foram descritas pela primeira vez.
“É um achado! Para gente que pesquisa isso é gratificante. É uma contribuição que estamos dando para a ciência”, comemorou.
No mesmo estudo, além das oito novas espécies, foi descrita pela primeira vez a fêmea da espécie Trestonia grisea, que até então era desconhecida. “Ainda foram constatados 24 novos registros de espécies dessa família para o Estado do Espírito Santo”, destacou David.
Os registros dos insetos foram revelados em dois artigos científicos, publicados em revistas científicas e no site da Biblioteca Rui Tendinha.
SAIBA MAIS
Projeto
- O projeto “Entomofauna do Estado do Espírito Santo”, além dos cerambicídeos, tem estudado vários outros grupos de insetos, por meio de coletas de espécimes em diversos ambientes do Estado.
- Também é desenvolvido o trabalho de reunir informações da biodiversidade de espécies de insetos já registrados e que se encontram dispersas em várias coleções científicas de Instituições e publicações especializadas no Brasil e exterior.
Os besouros
- Os Cerambycidae, ou cerambicídeos, são bem comuns nos ecossistemas florestais onde exercem papéis importantes na manutenção e evolução dos processos ecológicos, por meio de numerosos mecanismos naturais. Os besouros dessa família de insetos, também conhecidos como serra-paus, possuem antenas geralmente longas e se destacam por serem dos grupos de insetos que mais causam danos às espécies florestais. As suas larvas são em sua maioria brocas caulinares, perfuram e formam galerias na madeira ao se alimentarem, sendo capazes de causar sérios danos às árvores e também à madeira recém-cortada.
Fonte: Incaper.