
De acordo com a gerente administrativa da secretaria de Assistência Social de Santa Teresa, Iraci Carlini, as crianças ainda permanecem no abrigo do município, e estão sendo acompanhadas por uma equipe de profissionais.
“Eles permanecem no abrigo e chamam pelos pais. Existe um vínculo afetivo muito forte entre eles. As crianças estão sendo acompanhadas pela nossa equipe e estão bem. Só a Justiça vai poder decidir o que será feito do futuro deles”, explicou a gerente.
As crianças foram encontradas pela Polícia Militar, após uma denúncia anônima. De acordo com a PM, junto ao Conselho Tutelar da região, policiais estiveram na residência na tarde da última terça-feira e constataram que as crianças estavam em condição de maus-tratos.
O caixote onde os gêmeos estavam tinha 1 metro de altura por 1,2 metro de largura e era feito com paletes, com frestas no assoalho e nas laterais. A parte de cima do caixote ficava trancada com uma corrente e um cadeado.
Por dentro, também tinha uma divisória para manter os dois irmãos separados. A estrutura teria sido construída pelo próprio pai das crianças, que tem ainda um filho mais velho, de 15 anos, que está na casa de parentes.
Ao serem questionados, os pais, um lavrador de 42 anos e uma dona de casa de 37 anos, explicaram que deixam as crianças no caixote nos momentos em que precisam realizar os afazeres domésticos.
De acordo com a assessoria da Polícia Civil, os pais foram ouvidos pelo delegado plantonista de Aracruz que recebeu o caso e foram liberados em seguida.
A assessoria acrescentou que não passará mais informações sobre a situação para não atrapalhar a investigação. “O caso vai seguir sob investigação na delegacia de Santa Teresa, e demais informações não serão repassadas, no momento, para não atrapalhar a apuração dos fatos”, informou.