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Jornadas múltiplas e dificuldades de conciliar todas as tarefas do dia a dia, como tocar os negócios da empresa, cuidar de casa, do marido ou de seus filhos, são alguns dos desafios enfrentados pelas mulheres para empreender.
É o que aponta Danielle Corradi, gerente de Negócios do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes).
Segundo informações do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Espírito Santo (Sebrae-ES) 45% das empreendedoras são as chefes de domicílio, ou seja, as responsáveis por manterem o sustento da casa.
Leia mais em:
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95 empresas são abertas por mulheres todo dia no ES
“Não se pode deixar de lado o preconceito. Ainda há mulheres que escutam comentários como ‘empreendedorismo é para homens’ ou ‘lugar de mulher é na cozinha’, destaca Danielle.
Fôlego para não demitir
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Casada, mãe de uma menina de 3 anos, a bióloga Denize Nascimento, 38 anos, também é empresária e emprega só mulheres.
Há cerca de sete anos, ela abriu a Nativa Eco Cosméticos. “Os nossos produtos são elaborados com formulações próprias, isentos de petroquímica, corantes sintéticos, conservantes e gordura animal.”
Mas foi na pandemia da covid-19 que, para não ter de demitir suas quatro funcionárias, ela decidiu recorrer ao Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) para conseguir uma linha de crédito.
E deu certo. Os negócios foram decolando e, em abril do ano passado, ela abriu a Clínica Nativa Terapêutica. Sua equipe, de quatro, saltou para 12 funcionárias.