Era uma saga por uma estrada deserta na região alagada do Mestre Álvaro, na Serra, para fotografar uma ave rara, o gavião-peneira, que tem dado expediente frequente por ali. No entanto, foi outro animal silvestre que o engenheiro eletrônico, Hilton Monteiro Cristovão, conseguiu flagrar na tarde de domingo (14).
Enquanto aguardava próximo a uma árvore pelo gavião-peneira, Hilton viu um tamanduá-de-colete (Tamandua tetradactyla tetradactyla) sair de uma moita feita por tatus e escalar uma cerca nos pés da montanha, que fica em uma região de Área de Proteção Ambiental (APA).

Hilton explica que o nome da espécie vem por conta da pelagem amarela e que apresenta duas listras pretas que envolvem o animal, como se fosse realmente um colete. O engenheiro contou que o bicho é comum na fauna capixaba e em outras partes do Brasil, podendo ser conhecido em outras regiões como mambira e tamanduá-mirim.
Essa foi a segunda vez que Hilton se deparou com um tamanduá-de-colete. “A primeira vez que vi a espécie no foi em uma expedição na Serra do Divisor, que fica no Acre bem na divisa com o Peru. Isso foi há 4 anos. Mas lá era uma subespécie diferente. Alguns pequenos detalhes os diferenciam”, observou.
O engenheiro ressaltou que a atividade dessa espécie é noturna e o cardápio principal são as formigas.
Hilton faz parte do Clube de Observadores de Aves do Espírito Santo (COA-ES). Ele relata, que, recentemente, seus colegas fotografaram um bando de 5 saíras-apunhaladas, em Vargem Alta.
“É um passarinho raríssimo e ameaçado de extinção, então nesta semana do Meio Ambiente estamos sendo recompensados com fotos de animais silvestres raros”, disse.
Ah, sobre a saga para flagrar o raro gavião-peneira, essa o engenheiro garantiu que continua.
“Vou continuar indo lá, porque é um gavião raro demais. O Mestre Álvaro é fantástico, porque fica encravado entre duas cidades, como Serra e Vitória, e tem uma diversidade muito grande de animais silvestres. O pessoal já fotografou paca, jacaré, cachorro-do-mato”, festeja.


