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Escola fecha e deixa alunos sem aula em Cariacica

A crise financeira gerada pela pandemia do novo coronavírus fez o Colégio Cenecista fechar as portas em Cariacica, pegando de surpresa os pais de ...

Colégio Cenecista, em Campo Grande, Cariacica, foi fechado, e alunos devem procurar agora outras escolas

Última atualização

A crise financeira gerada pela pandemia do novo coronavírus fez o Colégio Cenecista fechar as portas em Cariacica, pegando de surpresa os pais de alunos matriculados na instituição.

A escola ministrava aulas de ensino fundamental e médio, e faz parte da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC), que possui unidades em 18 estados.

Após suspender as aulas provisoriamente no dia 19 de março, a direção do colégio de Campo Grande enviou um comunicado por WhatsApp aos pais para falar sobre o fechamento definitivo.

A alegação é de que a pandemia causou problemas financeiros, o que dificulta a manutenção e a qualidade no atendimento aos alunos, segundo a instituição.

“A suspensão das aulas presenciais tem fragilizado o relacionamento dos alunos com as instituições educacionais e, nesse sentido, aumentando expressivamente o número de cancelamentos de matrículas e transferências para a rede pública e os percentuais de inadimplência”, diz o comunicado.

Colégio Cenecista, em Campo Grande, Cariacica, foi fechado,  e alunos devem procurar agora outras escolas (Foto: Fábio Nunes/ AT/ 05/05/20)

Na mensagem, a escola chegou a disponibilizar uma relação de contato de outras instituições privadas que podem atender os alunos que agora estão sem matrícula.

Procurada pela reportagem, a direção do colégio, que tem sede em Brasília, confirmou o fechamento da unidade de Cariacica, mas não deu detalhes específicos sobre o valor do prejuízo. Em nota, disse apenas que o aumento de cancelamentos de matrículas e inadimplentes foi “expressivo”.

A direção da escola também não informou quantos alunos estavam matriculados atualmente. Dados do Censo Escolar de 2019 mostram que eram 130 até o fim do ano passado.

De acordo com o superintendente do Sindicato das Empresas Particulares do Estado (Sinepe), Geraldo Diório, outras escolas particulares correm o risco de fechar por conta da crise e do cancelamento de matrículas.

“Além dos pais que cancelam, existe a falta de pagamento. Principalmente na educação infantil (de 0 a 5 anos), os pais não querem honrar o contrato. Muitos acham que a escola cumpre a função de babá, desconsiderando o ensino”, afirmou Diório.

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