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Em 2021, o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal cumpriu 394 atuações, o que totalizou 467 hectares desmatados no Estado, o equivalente a 660 campos de futebol oficiais.
Além disso, quase duas mil espécies estão em risco de extinção no Estado. Para inibir o desmatamento ilegal, embargar loteamentos irregulares e agressões ao meio ambiente que vêm acontecendo na região serrana, desde o início de maio a Polícia Ambiental do Espírito Santo iniciou os desdobramentos da Operação Curupira.
As autuações foram após denúncias de moradores e já aconteceram em Domingos Martins, Marechal Floriano, Santa Teresa e Alfredo Chaves. Até o fim de maio, foram identificadas 77 construções irregulares em áreas de Mata Atlântica, seis em Área de Proteção Permanente e três supressões de vegetação nativa, em sua maioria.
O secretário geral da Comissão Especial de Direito Agrário e Agronegócios da Ordem dos Advogados do Brasil do Estado (OAB/ES), Leonardo Beraldo, explicou que a regularização ambiental é importante.
“Pois é só por meio dela que o produtor rural poderá inscrever sua propriedade no Cadastro Ambiental Rural, que é obrigatório para todos os imóveis rurais”.
De acordo com o biólogo Claudio Nicoletti de Fraga, um dos autores do projeto “Revisão da Lista de Espécies Ameaçadas de Extinção do Espírito Santo”, o dado atual é de 1.874 espécies ameaçadas de extinção. Deste total, 1.430 são de plantas e 444, animais.
Segundo o estudo, diversos animais que existiam no Estado já foram extintos, como a ariranha, o peixe-boi, a arara-vermelha e a jacutinga. Já em relação à flora, duas espécies chamaram a atenção por estarem com alto grau de risco de extinção: pau-brasil e orquídea.
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