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Estado vai pedir ao Ministério da Saúde para manter leitos em hospitais após pandemia

O governo do Estado vai pedir ao Ministério da Saúde a manutenção de leitos que hoje estão destinados ao atendimento da Covid-19 no pós-pandemia para ...

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leito de UTI: Estado afirma que em janeiro eram  366 destinados a pacientes do SUS e atualmente são  868 (Foto: Divulgação)

O governo do Estado vai pedir ao Ministério da Saúde a manutenção de leitos que hoje estão destinados ao atendimento da Covid-19 no pós-pandemia para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS).

Subsecretário de Estado de Regulação, Controle e Avaliação em Saúde, Gleikson Barbosa, disse que grande parte dos leitos, atualmente homologados, vai permanecer e hospitais adotarão perfis específicos.

A quantidade de leitos, no entanto, vai depender de dois movimentos. Um deles é que, em paralelo com a pandemia, hospitais vão passar por uma perfilarização.

Então, dependendo das necessidades a partir dessa nova organização, haverá pedidos ao Ministério da Saúde – que poderá atender e custear ou não.

É o que Gleikson chama de “grade de referência pré-hospitalar”. Ela não tem prazo para acontecer, mas ele adiantou dois exemplos: o Jayme dos Santos Neves, na Serra, onde vão ser abertos serviços de ortopedia e otorrinolaringologia.

No Dório Silva, também na Serra, haverá um foco em doenças infectocontagiosas e respiratórias.

O outro movimento é o da própria pandemia: Gleikson afirmou que será preciso analisar as tendências para cravar quantos leitos serão necessários ainda pela frente. Atualmente, são 541 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) homologados pelo governo federal.

“Todos seguem abertos em funcionamento. Vamos precisar acompanhar a doença. Na Grande Vitória, teve uma diminuição muito grande na ocupação dos leitos, mas esse número oscila. No Norte, está crescendo, porque há atraso de quatro semanas em relação à Grande Vitória”.

O Ministério da Saúde explica que, uma vez homologado, o leito é financiado pelo governo federal numa liberação equivalente a 90 dias. O órgão diz que homologa apenas leitos de UTI.

Gleikson ressalta que eram 366 leitos de UTI em janeiro, frente a 868 atualmente no SUS – o que chama de “maior investimento da história”.

Hospitais devem se manter como referência

Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves (Foto: Dayana Souza - 18/08/2018)No pós-pandemia, os hospitais de alta complexidade vão precisar trabalhar em modelo de referência aproveitando sua melhor performance para administrar os novos leitos “deixados” de legado. É a avaliação do especialista em Administração em Saúde Eric Teixeira Gaigher.

“Dessa forma, será possível direcionar os leitos abertos, em sua grande maioria de alta complexidade, pois são leitos de UTI, para que sirvam à parcela da população que necessite de atendimentos de gravidade”, explicou.

Um exemplo cristalino de funcionamento como referência é o do Jayme Santos Neves, na Serra, para contaminados pela Covid.

Eric, que também é professor de Gestão em Saúde do curso de Medicina da Multivix, lembra que os leitos habilitados foram para uma demanda específica que, apesar de não ter data para terminar, não se manterá indefinidamente.

“Vendo por esse prisma, acredito que esses leitos possam ser desabilitados quando a pandemia passar. O ideal, no entanto, é que eles não sejam desativados mas sim direcionados para o cuidado dos agravos mais prevalentes em cada região de acordo com o perfil epidemiológico”, sugeriu.

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