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Estenose de canal: entenda as causas e tratamentos do problema que afeta Xuxa

Apresentadora foi internada com quadro de estenose de canal, estreitamento de onde passam os nervos e a medula na coluna

Estenose de canal: entenda as causas e tratamentos do problema que afeta Xuxa
- Xuxa Meneghel precisou buscar ajuda médica por causa do problema
Foto de perfil de Beatriz Brandão

Beatriz Brandão

Beatriz Brandão é estudante de jornalismo na Universidade Federal do Espírito Santo e é repórter multimídia no jornal A Tribuna. Tem experiência em assessoria de imprensa, rádio e jornalismo digital.

Última atualização


Após a internação da apresentadora Xuxa Meneghel devido a um quadro de estenose de canal, A Tribuna convidou especialistas para explicar as causas, o tratamento e formas de evitar a doença.

De acordo com o ortopedista Guilherme Galito, a estenose é um estreitamento do espaço por onde passam os nervos e a medula na coluna.

“Com o envelhecimento da coluna, estruturas como os ligamentos, as articulações e o disco intervertebral vão se degenerando e ocupando esse espaço. Assim, o canal fica mais estreito e os nervos passam a sofrer compressão”.

Esse processo causa dores fortes, podendo evoluir até para fraqueza nas pernas. Guilherme explica que esses são os principais sinais de alerta para a doença.

“Os sintomas clássicos são dor lombar irradiada para as pernas, sensação de peso, queimação e formigamento ao caminhar. Em fases mais avançadas, pode ocorrer perda de força”.

O diagnóstico da doença é feito por ressonância magnética, capaz de mostrar exatamente onde e quanto do canal está estreitado. Já o tratamento varia de acordo com a gravidade da condição.

O ortopedista Jefferson Coelho de Léo explica que, inicialmente, a doença é tratada com medicação para dor e sessões de fisioterapia.

“Em casos mais graves, quando a pessoa sente dificuldades para andar, apresenta fraqueza nas pernas ou está tomando muitos remédios, é preciso recorrer ao procedimento cirúrgico”.

Segundo o médico, o procedimento se modernizou ao longo dos anos e hoje é pouco invasivo.

“A cirurgia é realizada com uma microcâmera que vai até o local afetado. A partir disso, o médico pode recalibrar o túnel por onde passam os nervos, aliviando a dor”, explica.

O médico especialista em dor crônica André Félix diz que, no caso da estenose, a dor passa a ser crônica, com a perda de autonomia do paciente.

“O quadro favorece dor persistente, limitação progressiva da mobilidade e enfraquecimento muscular, caracterizando um quadro crônico.

Segundo ele, hábitos do cotidiano podem piorar o quadro.

“O principal agravante da dor é o sedentarismo. Outros fatores incluem sobrepeso, tabagismo, má postura e estresse”.

Você sabia? 

Tanto a estenose de canal quanto a hérnia de disco comprimem o nervo da coluna e causam dores na lombar que irradiam para as pernas. Mas enquanto a hérnia é causada pela projeção do disco, a estenose é um processo lento em que várias estruturas comprimem o nervo.t

Fique por dentro 

Estenose de canal

É o estreitamento do espaço dentro da coluna por onde passam a medula e os nervos.

Com o tempo, estruturas como os ligamentos, as articulações e até o disco intervertebral vão se degenerando e ocupando o espaço destinado aos nervos.

Esse processo gera compressão das estruturas, o que causa dores fortes.

Sintomas

Dor lombar irradiada para as pernas;

Sensação de peso;

Queimação e formigamento ao caminhar;

Em fases mais avançadas, pode ocorrer perda de força nas pernas.

Diagnóstico

É feito primeiro pela avaliação clínica e exame físico.

Depois, o diagnóstico é confirmado por exames de imagem, como a ressonância magnética.

A partir disso, é possível identificar o ponto exato da estenose e quanto do canal está obstruído.

Tratamento

Inicialmente, a estenose é tratada com medicação e sessões de terapia.

Em casos mais avançados, é preciso realizar um procedimento cirúrgico.

A cirurgia É pouco invasiva, realizada com uma microcâmera que recalibra o canal, descomprimindo os nervos. O paciente geralmente tem alta no mesmo dia.

Grupos de risco

Pessoas acima dos 55 ou 60 anos;

Quem já tem artrose;

Histórico familiar de problemas na coluna;

Escoliose;

Alterações congênitas;

Profissões que carregam muito peso;

Como evitar?

Embora não seja possível impedir o envelhecimento da coluna, é possível retardar o desgaste com:

Atividade física regular;

Fortalecimento da musculatura que sustenta a coluna;

Controle de peso;

Adotar boa postura;

Evitar esforços repetitivos sem orientação;

Alternar momentos sentado com momentos em pé;

Fazer alongamentos constantemente;

Evitar o tabagismo;

Tratar precocemente hérnias de disco, artroses e outras alterações;

Prevenir e tratar a osteoporose.

Estenose x hérnia de disco

A hérnia de disco é uma lesão mais localizada. Acontece quando parte do disco se projeta para fora e pressiona um nervo.

Já a estenose é um estreitamento global. O canal inteiro começa a “apertar” as raízes nervosas.

A hérnia costuma aparecer de forma aguda, enquanto a estenose, de forma gradual, geralmente associada ao desgaste natural.



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