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Estudantes capixabas são aprovados em um dos vestibulares mais difíceis do país

As lágrimas de insegurança e medo de frustração em um dos vestibulares mais difíceis do Brasil deram lugar ao choro de felicidade. Os estudantes ...

Bruno de Paula Ferreira (letras em vermelho), professor Daniel Rojas e Gabriel Ribeiro Pardini

Última atualização

As lágrimas de insegurança e medo de frustração em um dos vestibulares mais difíceis do Brasil deram lugar ao choro de felicidade. Os estudantes capixabas moradores de Vila Velha Bruno de Paula Ferreira, 18 anos, e Gabriel Ribeiro Pardini, 20 anos, comemoram aprovação no Instituto Militar de Engenharia (IME). O resultado veio depois de um ano de muita dedicação aos estudos.

Bruno de Paula Ferreira (letras em vermelho), professor Daniel Rojas e Gabriel Ribeiro Pardini    (Foto: Nivaldo Mantovaneli)
Para conseguir a aprovação, os jovens tiveram uma rotina intensa de estudos. Bruno, passou em 147º da ativa (para se tornar militar) na prova do IME, mas almeja ainda passar no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Bruno de Paula Ferreira, 18 anos, aprovado no no Instituto Militar de Engenharia (IME)  (Foto: Nivaldo Mantovaneli)“Ainda estou no último ano do ensino médio, então me dedicava ao Ifes na parte da manhã, a tarde ia para a sala de estudo do curso preparatório e ficava estudando até a noite, quando as aulas do cursinho começavam. Todos os dias acordava às seis horas e só dormia às 23 horas. Ou seja, ficava o dia inteiro fora de casa. Uma parte do dia me dedicava ao Ifes e a outra parte aos estudos para o vestibular”, contou.

Bruno relatou que fez a prova para testar os conhecimentos, pois deseja mesmo entrar no ITA. Na tarde desta terça-feira (11), o jovem fez a segunda fase da prova do ITA e está otimista. “Foi muita dedicação, estudos e foco. Estou confiante e, é algo que eu almejo muito. Estou orgulhoso de mim mesmo por ter conseguido passar no IME, mas o meu objetivo é entrar no ITA”, disse.

Gabriel passou em 4º lugar da ativa (para se tornar militar) entre os cotistas e vem se preparando para o vestibular do IME desde o ano passado.

Gabriel Ribeiro Pardini, 20 anos, aprovado no Instituto Militar de Engenharia (IME) (Foto: Nivaldo Mantovaneli)“Tenho um amigo que se formou no IME e me incentivou muito a fazer a prova. Atualmente faço Engenharia Elétrica da Ufes e mesmo assim, sempre tive muita vontade de ingressar na carreira militar. Estou emocionado e minha mãe então, nem se fala! Estou me preparando para passar no vestibular do IME desde 2017. Pela manhã vou para a faculdade, a tarde ficava em torno de seis horas na sala do cursinho estudando individualmente, a noite frequentava as aulas do curso e nos finais de semana também me dedicava. Estou com boas expectativas quanto ao curso no IME, pois sempre sonhei em fazer algo na carreira militar. Agora que consegui juntar a engenharia e a área militar, estou ainda mais feliz”, contou Gabriel.

Para Gabriel, a dedicação nos estudos foi essencial para conquistar a vaga: “Primeiro, eu diria que o que me ajudou foi muita dedicação. Não dá para passar no vestibular querendo sair todo final de semana, não tem condições. Segundo, a pessoa tem que se conhecer, saber seus limites, onde ela pode e não pode ir e onde ela tem que se esforçar mais”.

Daniel Rojas, professor que preparou os alunos (Foto: Nivaldo Mantovaneli)Daniel Rojas, 30 anos, professor de Matemática e Física do curso preparatório Madan e Engenheiro Mecânico da Aeronáutica que preparou os estudantes, é formado pelo ITA e foi primeiro lugar no vestibular UFES em 2014 ressaltou que a dedicação e a motivação destinadas aos alunos é um diferencial.

“Sou formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e por experiência própria, sei que as provas são muito difíceis e exigem muito do candidato. Os alunos aprovados tiveram aulas todos os dias de segunda a sábado e, em alguns domingos também. Simulados semanais além dos estudos em casa. Bruno e Gabriel faziam cerca de 200 exercícios por dia, para estudar”, contou o professor.

“O perfil dos meninos é excelente. Eles têm foco e determinação muito grande. São meninos que têm uma vida acadêmica dedicada a esse objetivo. Aliado a determinação, o foco de cada um faz o objetivo se tornar ainda mais próximo. Afinal, passar o dia todo no cursinho, tendo aproximadamente oito horas de aula por dia, não é para quem queira desistir fácil”, ressaltou Rojas.

O apoio emocional e de família é uma das recomendações do professor. “É preciso programar como ele vai realizar todas as etapas, desde a parte de estudo até a preparação e a disciplina para poder realizar todas as atividades e o perfil psicológico dele para manter o equilíbrio”, enfatizou o professor.

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