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Cidades

Estudantes querem mais preparação para o trabalho no ensino médio

Levantamento revelou que nove em cada 10 estudantes gostariam de escolher área para aprofundar os estudos no ensino médio

A estudante Letícia Lourenço
Foto de perfil de Eliane Proscholdt

Eliane Proscholdt

Graduada em Comunicação Social, com ênfase em Jornalismo Faesa, Vitória-ES, em julho de 2000, atua como repórter especial multimídia em A Tribuna (Grupo Nassau Editora Rádio e TV), ao lado de Francine Spinassé. Ingressou na empresa em dezembro de 2000, acumulando experiências em todas as editorias.

Última atualização

Focados na carreira profissional, quase todos os jovens  (98% no País e 99% no Estado) que estão cursando o ensino médio na rede pública querem uma escola que os preparem para o mercado de trabalho.

Esse é um dos recortes de uma pesquisa Datafolha encomendada pelo Movimento Todos Pela Educação.  O levantamento foi  feito entre  fevereiro e  abril deste ano, com representatividade nacional e regional, incluindo o Espírito Santo.

A pesquisa    revela ainda que  nove em cada 10 estudantes gostariam de escolher uma área para aprofundar estudos durante a etapa, enquanto apenas 1% afirma que não teria condições de eleger uma área para se aprofundar na última etapa da educação básica.

Para  Ivan Gontijo, coordenador de Políticas Educacionais do Todos Pela Educação,  a pesquisa aponta que os jovens   querem uma escola que os preparem para o mercado de trabalho, bem como  abra portas para o ensino superior.

Os resultados da pesquisa, segundo ele,  mostram que essa é uma grande prioridade para as próximas gestões, tanto no governo  federal quanto nos estados. 

Elias Gomes,  consultor de carreiras, enfatiza que a qualificação não é só importante para o primeiro emprego,  mas também para a  continuidade da carreira, para  aqueles que desejam alcançar novos patamares profissionais.

Segundo ele, os  jovens de hoje em dia  são muito bem informados. “Muitos  já começam a vislumbrar lá na frente e percebem que o que está sendo conduzido no ensino médio não vai muito ao encontro do que o mercado exigirá”.

Kátia Vasconcelos, professora e pesquisadora da área de gestão de pessoas na Universidade Federal do Espírito Santo, destaca que o resultado da pesquisa reflete a necessidade de cada vez mais se alinhar os  conteúdos educacionais no que é requerido pelo mercado de trabalho.

“Isso significa preparar esses futuros profissionais às competências  requeridas. É fundamental que as escolas atuem no sentido de desenvolver essas competências, explorar o crescimento crítico e a capacidade de aprender a aprender sempre”.

 













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“Trabalho desde os 15 anos”, diz aluna

Sonhando em cursar uma faculdade de Direito, a estudante Letícia Lourenço,  18 anos, conta que começou a trabalhar aos 15 anos para ajudar financeiramente a mãe, que é auxiliar de serviços gerais.

A jovem, que está no 3º ano do ensino médio, mora   com a mãe, dois irmãos e uma sobrinha, e todos os dias enfrenta uma jornada dupla, com estágio  pela manhã e escola à tarde.

“Comecei a trabalhar muito nova para ajudar nas despesas de casa, nas contas de energia e  internet.  Estou há um ano fazendo estágio em um hospital, que é relativamente perto do meu colégio, para dar tempo de estudar”. 

Para ela, sua realização  vai além de ajudar a mãe. “Hoje me sinto uma pessoa mais preparada para o mercado de trabalho”, comemorou.

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