Para a comerciante Maria D’ajuda Ferreira, dona do quiosque que explodiu no fim da noite de terça-feira (23), em Castelândia, na região de Jacaraípe, na Serra, o seu estabelecimento comercial foi vítima de um crime. “Chegaram achar que era por causa do gás, mas a botija estava intacta”, diz ela. “Para mim, jogaram alguma coisa lá dentro para explodir”, conta a mulher que administra o comércio ao lado do marido.
Segundo ela, os dois estão à frente do quiosque há pouco mais de um ano. “O verão passado foi o primeiro que trabalhamos ali. Agora no inverno, a gente não estava abrindo muito, às vezes só aos domingos. Só que íamos todos os dias lá para ver como estavam as coisas”, contou Maria.
Ainda assustada com o acontecimento, Maria d’ajuda nem conseguiu ainda fazer um levantamento do valor do prejuízo que teve com a explosão, mas tem uma ideia de quanto perdeu. “Acho que uns R$ 20 mil”, estipula.
Mesmo assim, ela não pensa em desistir do comércio: quer reerguer o quiosque e voltar a trabalhar nele. Sobre a suspeita de que a explosão tenha sido criminosa, ela também tem a esperança de que esse “mistério” seja resolvido.
E ele pode ser solucionado, ao seu ver, com as informações que o jovem ferido na explosão possa passar às autoridades. “Não temos desavenças com ninguém na região. Talvez achando esse rapaz queimado, a gente consiga descubra alguma coisa”, acredita.
