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Família faz apelo para trazer corpo de capixaba morta em Portugal

Familiares da jovem Deyse de Souza Ricarte, 28 anos, que morreu após entrar na Europa, transportando drogas no estômago, aguardam angustiados por ...

Joaquim e Sandra Ricarte

Última atualização

Joaquim e Sandra Ricarte (Foto: Thiago Coutinho/AT)Familiares da jovem Deyse de Souza Ricarte, 28 anos, que morreu após entrar na Europa, transportando drogas no estômago, aguardam angustiados por orientação do Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) sobre o traslado do corpo.

A família informou, na tarde de ontem, que não tem dinheiro suficiente para trazer o corpo da capixaba para o Estado, e precisam de ajuda financeira para se despedir de Deyse pela última vez.

De acordo com Adriana Pinto de Souza, 42, tia de Deyse, após a informação sobre a morte da capixaba, a família fez contato com o Itamaraty para receber orientação sobre o transporte do corpo para o Estado. Porém, até o fechamento desta edição, alegam os parentes, o órgão não deu nenhum retorno.

“O que sabemos é que o valor do transporte do corpo dela para o Estado fica em torno de R$ 30 mil. Mas quem disse isso foram amigos que conhecemos que moram em outros países. O Itamaraty ainda não nos informou nada. O que nós queremos é uma resposta. Precisamos de ajuda para trazer o corpo dela, para ao menos se despedir.”

O Itamaraty informou à reportagem que o Consulado do Brasil, em Lisboa, foi comunicado pela Polícia de Segurança Pública de Portugal sobre a morte da capixaba Deyse de Souza Ricarte, na última terça-feira, naquela cidade.

Por meio de nota, disse: “Os agentes consulares brasileiros mantêm contato com a família de Deyse, prestando-lhes assistência quanto à produção de documentos e fornecendo-lhes informações referentes ao traslado do corpo e ao registro do óbito”.

Sem dar detalhes, o Itamaraty disse que o caso é investigado pela polícia portuguesa. “Em atenção à Lei de Acesso à Informação e em respeito à privacidade da cidadã brasileira, esta assessoria não pode fornecer informações de cunho pessoal”, informou a nota.

No entanto, a família disse, na tarde de quinta (12), que não havia recebido nenhum contato por parte do Itamaraty. Questionados, novamente pela reportagem, o órgão respondeu com um pedido.

“Por gentileza, indicar à família que entre em contato, com urgência, com o Núcleo de Assistência a Brasileiros: +55 61 2030 8803/8804 (das 8h às 20h) / + 55 61-98197-2284 (plantão consular, das 20h às 8h) / e-mail [email protected].”
 

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