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Ferragens na Segunda Ponte assustam motoristas

Não precisa ser especialista para se dar conta da alarmante situação da Segunda Ponte. O motorista que diariamente trafega na ponte que liga Vitória, ...

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Ferragens na Segunda Ponte.  (Foto: Kadidja Fernandes)Não precisa ser especialista para se dar conta da alarmante situação da Segunda Ponte. O motorista que diariamente trafega na ponte que liga Vitória, Vila Velha e Cariacica sabe disso: rachaduras, ferragens expostas e corroídas e até arbustos entremeados à sua estrutura são provas da situação precária da obra.

Algumas dessas situações foram observadas na tarde de sexta-feira (29) por A Tribuna. Ao longo de mais de uma hora, a reportagem percorreu a ponte e suas redondezas. Além disso, entrevistou condutores que trafegam todos os dias por ali e que se assustam com a degradação da ponte que tem quase 40 anos. “Passo pela ponte todos os dias. Ela é obsoleta. Não há condições de rodar nela”, observa o motorista de aplicativo Jair Lyrio Filho.

Por mais exagerada que soe a observação acima, ela pode se tornar uma realidade no futuro. Ao menos é o que afirma Jaime Oliveira Veiga, engenheiro civil e vice-presidente da Associação Brasileira dos Engenheiros Civis (Abenc-ES). “A Segunda Ponte precisa de uma recuperação estrutural. Isso tem de ser visto o quanto antes para evitar que daqui a pouco seja preciso interditá-la”, pontuou o especialista.

Segunda Ponte. (Foto: Kadidja Fernandes)No fim do ano passado, ele participou de uma fiscalização promovida pelo Crea-ES e pela Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa (Ales) na ponte. Para dar uma ideia da gravidade do problema, Veiga chega a comparar a ponte a um paciente hospitalar. “A Segunda Ponte é um paciente que teve um problema e não foi ao médico. E hoje, não é mais o caso de tomar antibiótico, mas sim um caso cirúrgico. Uma cirurgia de risco”, alerta o engenheiro.

Então o que é preciso ser feito para evitar que problemas maiores decorram dessa situação? “A primeira coisa é um projeto para que se faça a manutenção preventiva para evitar a corretiva”, afirma Jaime.

Caso isso não aconteça, uma das hipóteses é que a Segunda Ponte tenha o mesmo destino do viaduto em Brasília que caiu em fevereiro. “São estruturas diferentes. Mas, o descaso foi o que levou o viaduto de Brasília à ruína”, advertiu o engenheiro.

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