
Algumas dessas situações foram observadas na tarde de sexta-feira (29) por A Tribuna. Ao longo de mais de uma hora, a reportagem percorreu a ponte e suas redondezas. Além disso, entrevistou condutores que trafegam todos os dias por ali e que se assustam com a degradação da ponte que tem quase 40 anos. “Passo pela ponte todos os dias. Ela é obsoleta. Não há condições de rodar nela”, observa o motorista de aplicativo Jair Lyrio Filho.
Por mais exagerada que soe a observação acima, ela pode se tornar uma realidade no futuro. Ao menos é o que afirma Jaime Oliveira Veiga, engenheiro civil e vice-presidente da Associação Brasileira dos Engenheiros Civis (Abenc-ES). “A Segunda Ponte precisa de uma recuperação estrutural. Isso tem de ser visto o quanto antes para evitar que daqui a pouco seja preciso interditá-la”, pontuou o especialista.

Então o que é preciso ser feito para evitar que problemas maiores decorram dessa situação? “A primeira coisa é um projeto para que se faça a manutenção preventiva para evitar a corretiva”, afirma Jaime.
Caso isso não aconteça, uma das hipóteses é que a Segunda Ponte tenha o mesmo destino do viaduto em Brasília que caiu em fevereiro. “São estruturas diferentes. Mas, o descaso foi o que levou o viaduto de Brasília à ruína”, advertiu o engenheiro.