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Frentista pede demissão e coloca fogo em posto

O acusado afirma que teria pedido demissão, mas o patrão não pagou as dívidas trabalhistas, o que gerou a revolta

Bombas de combustíveis e o teto do posto foram atingidos pelas chamas após explosão

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Com o intuito de provocar um incêndio de grandes proporções e, principalmente, se vingar, um ex-funcionário de um posto de gasolina em Vila Velha usou uma bomba caseira para atear fogo no estabelecimento. O crime aconteceu na noite de segunda-feira, 2.

O acusado, de 48 anos, afirma que teria pedido demissão, mas o patrão não chegou a pagar as dívidas trabalhistas, o que gerou a revolta. 

O posto fica na Rodovia do Sol, na Praia de Itaparica. De acordo com um frentista, que estava de plantão no momento do ataque, o ex-funcionário chegou ao local por volta das 23 horas.  

“Ele chegou me ameaçando, dizendo que iria me matar com faca e tacar fogo em mim.  Na hora fiquei muito nervoso”, lembrou ele, que preferiu não se identificar.

Transtornado, o acusado arrancou o cartão do frentista, que libera o uso das bombas de combustíveis, e começou a jogar gasolina no chão. Depois, acendeu o fósforo e ateou fogo. 

“Ele ainda tentou abrir uma tampa de tanque de combustível, que fica no subsolo, para colocar fogo lá. Pedi ajuda para os seguranças da vizinhança”, contou o frentista.

Segundo testemunhas, o acusado foi contido pelo segurança e demais pessoas que residem próximo ao local. A Polícia Militar foi acionada e o ex-funcionário foi levado para a 3ª Delegacia Regional de Vila Velha, onde foi autuado em flagrante por causar incêndio, expondo a perigo à vida. Ele foi encaminhado ao sistema prisional. 

A reportagem de A Tribuna esteve no posto, no final da tarde desta terça-feira, 3, e conversou com funcionários do estabelecimento que mostraram um objeto, deixado pelo criminoso no local: uma espécie de coquetel molotov, improvisado com sacola plástica e uma garrafa.

“O objetivo, pelo visto, era incendiar tudo isso aqui. Ele tentou acender quatro palitos de fósforo dentro de um dos tanques de combustível. A sorte é que não acendeu, caso contrário, seria uma grande tragédia”, afirma um dos sócios, um empresário de 27 anos.

Sobre o perfil do acusado, o sócio disse que ele não era funcionário da atual gestão, mas pelas informações levantadas até o momento, teria problemas psicológicos que poderiam explicar tal atitude no estabelecimento.

Prejuízo de R$ 10 mil em incêndio

 













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Além de susto e pânico, o incêndio provocado por um ex-funcionário de um posto de gasolina que fica em Vila Velha causou um prejuízo de R$ 10 mil. Além disso, segundo um dos sócios do estabelecimento, com o fechamento do local por três dias, a unidade deixa de faturar cerca de R$ 40 mil.

“Por dia, a média de faturamento é de R$ 12 a R$ 13 mil. Como precisamos aguardar a perícia e o prazo do seguro, que é de três dias, vamos deixar de ganhar quase R$ 40mil”, disse o empresário de 27 anos, que preferiu não se identificar. 

Ele contou que estava em casa quando ficou sabendo do incêndio. Segundo ele, um funcionário teria entrado em contato e avisado sobre o ocorrido. “Vim para cá e quando cheguei já tinham apagado o fogo, mas a cena de destruição era grande”, disse.

Sobre o funcionário que estava no local e que foi ameaçado pelo acusado, o empresário disse que ele ainda está assustado. “Na verdade, ele ainda está em choque. Ele viu tudo e ainda tentou apagar as chamas”, explicou.

Para o empresário, o pior só não aconteceu por “motivos espirituais”. “Ele (acusado) acende um fósforo dentro de um dos tanques de combustível. Se tivesse gás aqui, ia explodir tudo. Deus interveio, porque senão muitas vidas tinham se perdido”, disse.

O acusado do crime, um homem de 48 anos, foi preso e levado para o presídio.

Dispositivos de segurança no local

Os riscos de explosão dentro do posto de gasolina, incendiado na Praia de Itaparica, em Vila Velha, seriam bem maiores caso não houvesse um dispositivo de segurança no local.

“O dispositivo de segurança é uma trava que impede que a gasolina, por exemplo, vaze. E nessa situação do posto, caso vazasse a possibilidade de explosão seria  muito maior”, explicou o tenente-coronel Carlos Wagner Borges, do Corpo de Bombeiros.

Ele explicou, ainda, que um grande perigo dentro dos postos de gasolina é o momento em que caminhões tanques chegam para abastecer os estabelecimentos.

“Esses caminhões fazem o transbordo para dentro do tanque de combustível e, durante esse processo, há a evaporação de gases, que podem provocar uma explosão”, explica. 

Para evitar possíveis focos de incêndios ou até mesmo explosões dentro de postos de gasolina, o tenente-coronel fez as seguintes orientações:

“Nunca use qualquer tipo de material que provoque faísca dentro do local, e não abasteça com o motor do carro ligado”, orientou.

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