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SAÚDE

Gestante e bebê sobrevivem após cirurgia cardíaca de emergência no Estado

Mãe e filha corriam risco de morte

O médico Diogo Barreto destaca como a integração entre os profissionais foi essencial para obter êxito no procedimento. “Essa é uma situação de extrema emergência médica que precisa de uma mobilização muito grande das equipes"

Última atualização

O Dia das Mães será ainda mais especial para a família da paciente Penélope Leite Pires, de 31 anos. A paciente passou por uma cirurgia cardíaca de emergência para salvar vida dela e do bebê. 

Penélope, que estava com 35 semanas de gestação, foi internada na Maternidade de Alto Risco do Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra, com diagnóstico de Doença Hipertensiva Específica da Gravidez (DHED). A paciente começou a sentir uma dor no peito e após investigação médica, com realização de alguns exames de imagem, houve indicação de cirurgia cardíaca de emergência. 

 













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“A paciente se queixou de dores no peito e começamos a investigar, nos exames de imagens realizados suspeitamos de uma dissecção de aorta, ou seja, ela precisava de uma cirurgia cardíaca de emergência. Mãe e filha corriam risco de morte. Começamos, então, a correr contra o tempo”, completou a coordenadora médica da Maternidade de Alto Risco do Hospital Dr. Jayme, Rosângela Maldonado. 

Depois de três horas de cirurgia, a paciente foi encaminhada para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do HEVV e a bebê transferida para a Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal (UTIN) do Hospital Dr. Jayme. Mãe e filha passam bem. 

A paciente chegou no Hospital Evangélico por volta das 14 horas, fez um parto cesárea de emergência e logo em seguida a cirurgia no coração.  “Fizemos um procedimento de reparo da artéria aorta que estava dissecada e reconstrução de válvula aórtica. Foram cerca de três horas de cirurgia. Essa é uma doença muito grave e, caso não fosse realizada a cirurgia, a paciente não sobreviveria”, ressalta o coordenador do Serviço de Cardiologia do HEVV, Diogo Barreto. 

No dia seguinte à cirurgia, 27 de abril, Penélope comemorava 32 anos e ganhou dois presentes: estar viva e uma filha. A jovem contou que está extremamente emocionada com tudo o que aconteceu. “Sou grata à equipe que salvou a minha vida e a vida da minha filha. Eu nasci de novo junto da minha filha”, disse a paciente. 

“O que nós presenciamos foi um milagre! A partir do momento que recebemos a informação sobre o estado de saúde da paciente, fizemos um plano estratégico para recebê-la. Toda a equipe ficou comovida, preparamos a estrutura do hospital para oferecer o atendimento imediato e acolhemos a paciente para que ela tivesse o contato direto com o marido pelo telefone”, contou a coordenadora do Pronto-Socorro do HEVV, Kelem Oliveira. 

Logística

A equipe da unidade Materno Infantil do Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra, é referência em gestação de alto risco e se mobilizou para um parto de emergência em parceira com a equipe de cirurgia cardíaca do Hospital Evangélico de Vila Velha (HEVV), referência em cardiologia. Entre a realização dos exames, a organização da logística para a cirurgia e o início do procedimento foram apenas 5 horas. 

“A equipe se mobilizou de maneira ímpar. Daqui da unidade foram um obstetra, que estava de plantão, uma enfermeira e uma técnica de enfermagem berçarista. Mas precisávamos de mais profissionais, já que o quadro era muito grave. Foi, então, que um neonatologista da equipe e dois obstetras que estavam de folga se prontificaram, saíram de suas casas, e também participaram da cirurgia. No HEVV, os colegas cirurgiões cardíacos nos aguardavam”, explicou a diretora técnica do Hospital Dr. Jayme, Juliana Tavares. 

O médico Diogo Barreto destaca como a integração entre os profissionais foi essencial para obter êxito no procedimento.  “Essa é uma situação de extrema emergência médica que precisa de uma mobilização muito grande das equipes. O Hospital Evangélico é referência em cardiologia e nós temos a preocupação de fazer os procedimentos no menor tempo possível para salvar vidas. Vale ressaltar, que a integração entre os profissionais dos dois hospitais foi fundamental para que mãe e filha sobrevivessem”.

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