
Mesmo com o aumento do número de passageiros nos últimos dias, o custeio de R$ 20 milhões a cada três meses vai continuar enquanto durar o decreto de calamidade pública por conta do novo coronavírus.
Até agora, R$ 42 milhões já foram gastos com a compra de diesel. Esse valor supera, por exemplo, o valor gasto pelo governo do Estado com os leitos para o tratamento de pacientes com coronavírus. De acordo com o Painel da Covid-19, foram investidos R$ 29,8 milhões em leitos de enfermaria e UTI.
“A redução do número de passageiros ainda é grande, cerca de 35%. O custeio vai continuar até o fim do período de calamidade”, garantiu o secretário de Estado de Mobilidade e Infraestrutura, Fábio Damasceno.
As empresas que operam o Transcol afirmam que o sistema entraria em colapso se não fosse a compra do combustível por parte do governo. “Atenuou a situação, evitando uma demissão em massa”, ressaltou, em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória (GVBus).
De acordo com as empresas, o prejuízo foi de R$ 132,5 milhões durante os seis primeiros meses da pandemia. “Entre 15 março e 30 de setembro, o sistema arrecadou 65% da receita normal. A conta não fecha”, ressaltou o GVBus.
Nesse período, segundo as empresas, a média geral de pessoas transportadas foi de 59% do total esperado. Isso significa que o número diário de passageiros caiu de 600 mil para 250 mil. Mesmo assim, o sistema manteve 90% da oferta do serviço. “Ou seja, a oferta foi superior a 30% da demanda”, concluiu o GVBus.
O secretário Fábio Damasceno justificou que a compra do combustível é necessária para garantir o funcionamento do serviço.
“O governo precisava manter o Transcol circulando. Não podíamos reduzir a frota no mesmo nível da demanda. Com isso, fizemos o pagamento do diesel, que é 25% do custo do Transcol, para não ter colapso. Foi uma decisão acertada, pois ainda pagamos 11% mais barato do que as empresas pagariam”, afirmou.