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Guia para começar o ano em dia com as vacinas

Para as crianças, são mais de 10 diferentes imunizantes que devem ser aplicados de 0 a 9 anos, conforme calendário divulgado

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Camila Lima

Jornalista formada pela Faculdade Estácio de Sá de Vitória, atua há 7 anos no jornal A Tribuna. Integrante da editoria de Cidades, tem como principal foco a cobertura de saúde, área na qual construiu sólida experiência em reportagens, entrevistas e coberturas de eventos pelo Brasil. Apresenta o podcast Fala, Doutor, dedicado a levar informação acessível e de qualidade sobre medicina e bem-estar ao público.

Última atualização

O começo do ano é um bom momento, segundo especialistas da área da saúde, para colocar o calendário vacinal em dia.

Para as crianças são mais de 10 diferentes imunizantes que devem ser aplicados de 0 a 9 anos, conforme calendário divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Neste ano, a Sesa vai contar com ajuda de um novo Zé Gotinha nas estratégias de vacinação.

Também é preciso estar atento às mudanças, já que, desde novembro do ano passado, o Ministério da Saúde decidiu que o esquema vacinal contra poliomielite passa a ser composto, exclusivamente, por uma dose de vacina inativada poliomielite (VIP), ou seja, as duas doses de reforço com vacina oral poliomielite bivalente (VOPb), a famosa “gotinha”, foram trocadas pela injetável.

Segundo a pediatra Bruna de Paula, estudos científicos demonstraram que a VIP proporciona uma proteção duradoura e eficaz contra a doença, comparável ou até superior à da VOP.

“Outro fator importante foi a simplificação do esquema vacinal. Com a VIP, o esquema vacinal foi reduzido, tornando o processo de vacinação mais prático tanto para os profissionais de saúde quanto para as famílias”.

A médica explica que com a mudança, o Programa Nacional de Imunização (PNI) orienta o seguinte esquema vacinal: imunização com a VIP aos 2, 4, 6 meses e 1 único reforço aos 15 meses de idade. Anteriormente eram aplicadas duas doses de reforço da VOP, a “gotinha”, aos 15 meses e aos 4 anos.

A pediatra Isadora Vencioneck destaca que as férias são um “ótimo momento para atualizar consultas pediátricas, exames de rotina e cartão de vacina”.

“Com mais calma é possível agendar todas as doses necessárias para garantir a proteção contra as doenças imunopreveníveis, uma vez que a proteção costuma se dar após 15 dias da aplicação da dose”.

Isadora ressalta ainda que manter o cartão de vacina atualizado, conforme o calendário da Secretaria Nacional de Saúde, é importante para manter a saúde individualizada e pública.

“As vacinas protegem contra doenças graves, contribuem para a erradicação de doenças, reduzem resistência a antibióticos, previnem surtos de doenças e economizam custos públicos. Devemos sempre lembrar que a vacinação é de extrema responsabilidade social”.

CALENDÁRIO VACINAL

Crianças:

> Recém-nascidos

– BCG contra tuberculose miliar e meníngea e Hepatite B contra a hepatite B.

> Dois meses de vida

– Penta contra difteria, tétano, coqueluche; Hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae B (1ª dose); VIP contra poliomielite (1ª dose); Pneumo 10 contra meningite, pneumonia, otite média aguda causadas pelo pneumococo (1ª dose) e VORH contra gastroenterites (1ª dose).

> Três meses

– Meningo C contra meningite C (1ª dose).

> Quatro meses

– Penta contra difteria, tétano, coqueluche (2ª dose); Hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae B (2ª dose); VIP contra poliomielite (2ª dose), Pneumo 10 contra meningite, pneumonia, otite média aguda causadas pelo pneumococo (2ª dose) e VORH contra gastroenterites (2ª dose).

> Cinco meses

– Meningo C contra meningite (2ª dose).

> Seis meses

– Penta contra difteria, tétano, coqueluche; Hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae B (3ª dose); VIP contra poliomielite (3ª dose) e Covid-19 contra covid (1ª dose).

> Sete meses

– Covid-19 contra covid (2ª dose).

> Nove meses

– FA contra febre amarela (1ª dose).

> Um ano

– Pneumo 10 contra meningite, pneumonia, otite média aguda causadas pelo pneumococo (reforço); Meningo C contra meningite C (reforço); e Tríplice viral contra sarampo, caxumba e rubéola (1ª dose).

> Um ano e três meses

– DTP contra difteria, tétano e coqueluche (1º reforço), VIP contra poliomielite (reforço), HA inativada contra hepatite A e Tetra viral contra sarampo, caxumba, rubéola e catapora (dose única).

> 4 anos

– DTP contra difteria, tétano e coqueluche (2º reforço), FA contra febre amarela (reforço) e Varicela contra catapora (2ª dose).

> 9 anos

– HPV4 recombinante contra o vírus HPV que causa cânceres de colo de útero, anal, de vulva, de vagina, de pênis e de orofaringe.

Adolescentes:

– Hepatite B contra hepatite (a depender da situação vacinal até completar três doses); dT contra difteria e tétano (a depender da situação vacinal até completar três doses); FA contra febre amarela (a depender da situação vacinal), Tríplice viral contra sarampo, caxumba e rubéola (a depender da situação vacinal até completar duas doses).

– HPV4 recombinante contra o vírus que causa cânceres de colo de útero, anal, de vulva, de vagina, de pênis e de orofaringe (a depender da situação vacinal até os 14 anos de idade); e meningocócica ACWY contra meningites causadas pelos sorogrupos ACWY (adolescentes de 11 a 14 anos).

Fonte: Sesa.



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