Um nome pode vir carregado de significados, bons ou não. Em outubro de 2018, o jornal A Tribuna contou a história de Hitler Viana, de 35 anos, que vive um caminho diferente do alemão Adolf Hitler, responsável pela morte de mais de 6 milhões de judeus.
Hitler Viana, que leva uma mensagem de paz e esperança pelo País, vive um novo desafio, agora como caçador de talentos. “Trabalho na direção artística da dupla Ana Paula e Carine Viola e tenho feito outros trabalhos de produção musical de alguns artistas”, contou.
Apesar do nome polêmico, Hitler afirmou que nunca teve problemas profissionais por causa da associação com o nome do ditador.
“Mesmo tendo aqueles que julgam meu nome, quem me conhece sabe que levo uma mensagem de amor com o trabalho que realizo. Já teve até contratantes que perguntaram se eu era do mal, mas de brincadeira”.
Atualmente morando em Ipatinga (MG), Hitler nasceu no distrito de Expedicionário Alício, na cidade mineira de Aimorés. A escolha do nome dele teve início na década de 1980, quando o médico alemão Ervino Meyer se mudou para o local e atendia moradores da região.
“O médico perguntou a minha mãe se ela já tinha escolhido meu nome, e ela disse que não. Foi aí que ele sugeriu o nome Hitler. Sem estudos e conhecimento do nome, meus pais acabaram aceitando”.
O produtor musical conta que o então médico, Ervino, era primo de segundo grau do ditador alemão, mas a família só teve conhecimento disso há 10 anos. “Ninguém sabia que ele tinha esse parentesco”.
Além de ter escolhido o nome, o médico também foi padrinho de Batismo de Hitler. “Ele chegou a me batizar na igreja e até quis me levar embora com ele para Alemanha, mas meus pais não deixaram”.
Com 13 anos, a família de Hitler, que estava morando na Serra, pensou em mudar o nome do produtor musical, que recusou a mudança. “Já estava acostumado e, por mais que as pessoas falavam, não quis trocar”, relatou.
Ele contou que já passou por situações constrangedoras, como ser parado em um aeroporto da França. “Um agente conferiu meu nome diversas vezes em um passaporte. Não me incomodo, sou cristão e uso o meu nome para o bem”.
