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Cidades

Ifes autoriza uso de banheiro de acordo com a identificação de gênero do aluno

Portaria entrou em vigor na última quinta-feira (23). Alunos reclamam de falta de diálogo da diretoria

Ifes de Vitória
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Weslei Radavelli

Formado em Jornalismo pela Faesa de Vitória, em 2007, foi repórter de A Tribuna e passou por veículos de comunicação no Espírito Santo e no Rio de Janeiro. Atualmente é editor de conteúdo do Tribuna Online.

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Uma portaria, publicada pela direção do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) na última quinta-feira (23), autoriza que estudantes e servidores utilizem banheiros, dormitórios e outros espaços segregados de acordo com a identificação de gênero que a pessoa se identificar.

A decisão já está em vigor para todos os campi do Instituto Federal no Espírito Santo e segue uma normativa do Ministério Público Federal, elaborada a partir de um questionamento.

Além do Ifes, a Universidade Federal do Espírito Santo também foi notificada.

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Apesar de estar em vigor desde a última quinta, a portaria só se tornou pública na segunda-feira (27), por meio de grupos de WhatsApp. A reclamação geral dos alunos é que a decisão, adotada pela diretoria e assinada pelo reitor Jadir Pela, foi tomada sem debate com a classe acadêmica.

 
















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Como forma de protesto pela falta de diálogo, estudantes colaram cartazes pela instituição nesta terça-feira.

“As meninas estão preocupadas porque qualquer um pode entrar no banheiro ou em outro espaço público e acabar perturbando a ordem. Não é de hoje que está ideia está sendo debatida em várias partes do país, mas aqui ela entrou em vigor sem que os estudantes fossem ouvidos”, afirmou um dos estudantes.

Outro estudante afirmou à reportagem do Tribuna Online que recebeu ofensas ao defender o debate do tema.

Em nota divulgada em seu site oficial, o Ifes afirmou que “são vedadas quaisquer restrições de cunho discriminatório, como a indicação de espaços exclusivos para uso de pessoas travestis e/ou transexuais” e que, no futuro, espaços multigêneros possam ser criados pela administração. No entanto, estes espaços multigêneros “não poderão ser de uso obrigatório para pessoas travestis e transexuais”.

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