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Infração por falta de cinto de segurança dobra nas BRs que cortam o Estado

O número de autuações de motoristas que não utilizam o cinto de segurança enquanto trafegam pelas rodovias federais que cortam o Estado mais que ...

Posto da PRF, no km 251 da BR-101 Norte, na Serra

Última atualização

Posto da PRF na BR-101 Norte, na Serra: fiscalização (Foto: Divulgação PRF)O número de autuações de motoristas que não utilizam o cinto de segurança enquanto trafegam pelas rodovias federais que cortam o Estado mais que dobrou em relação ao ano passado. A estatística, divulgada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), chama a atenção da autoridade pela negligência nas estradas.

Este ano, de janeiro até 30 de novembro, foram 10.484 infrações cometidas por motoristas que se recusaram a colocar o cinto de segurança nas rodovias federais do Estado. O número representa uma média de 31 autuações por dia.

Se comparado ao mesmo período do ano, a incidência foi mais que o dobro, tendo em vista que em 2019 foram 4.733 infrações pelo mesmo motivo, uma média de 14 ocorrências por dia. A infração é grave, punida com cinco pontos na CNH e multa de R$ 195,23.

A quantidade de infrações pela ausência do cinto de segurança é motivo de preocupação para o inspetor da PRF, Valdo Lemos.

“O uso do cinto de segurança é algo primário, antigo no código de trânsito. Quando vimos a quantidade dessas infrações ficamos preocupados. Lembrando que não somente os ocupantes do banco da frente devem utilizá-lo, mas os caronas no banco de trás também”, disse Lemos.

O inspetor ressaltou que muitos condutores deixam de utilizar o cinto de segurança com a desculpa de que o caminho é curto, o que não deixa de representar perigo.

“Mesmo nas rodovias as pessoas podem pegar um trecho para fazer um deslocamento curto e acabam nem colocando o cinto. Mesmo assim, o veículo estando em movimento já apresenta risco”, reforçou o inspetor.

Engenheiro especialista em trânsito, Paulo Lindoso esperava o contrário do que foi verificado e disse que a ausência do uso do item é um desrespeito tanto para o condutor quanto para os outros.

“É absurdo. Os números eram para estar diminuindo. Não usar o cinto é um desrespeito. Além de colocar a vida do próprio condutor em risco, é uma ameaça para os outros ocupantes do veículo. Em caso de acidente, quem está sem cinto é deslocado e pode atingir as outras pessoas”, disse Lindoso.

Para ele, os condutores deveriam ter uma educação contínua sobre o trânsito, principalmente para as condições das estradas que o País possui. “Os condutores são preparados para passarem na prova e depois esquecem muitas coisas”, frisou.

Lindoso ainda comentou que o alto número de infrações é resultado de uma mistura de negligência dos condutores e a ausência de campanhas de conscientização.
 


SAIBA MAIS


Ausência do cinto de segurança

  • Em 2020, a falta do uso do cinto de segurança resultou em 10.484 autuações em motoristas que trafegaram nas rodovias federais do Estado, entre janeiro e novembro.
  • No mesmo período, em 2019, esse número foi menos que a metade. Ao todo, foram 4.733 autuações.
  • Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), esse tipo de infração foi a terceira maior incidência este ano.
  • Além do motorista, os outros ocupantes, tanto do banco da frente, quanto os ocupantes do banco de trás, devem colocar o cinto de segurança. A obrigatoriedade é para todos os ocupantes do veículo.
  • A multa por esse tipo de infração é aplicada ao condutor do veículo, não ao proprietário.
  • Conforme o Código de Trânsito Brasileiro, o não uso do equipamento configura infração grave, punida com cinco pontos na CNH e multa de R$ 195,23.

Os riscos

  • Não usar o cinto de segurança pode ser um risco tanto para quem não está utilizando, quanto para os outros ocupantes do veículo.
  • Em caso de acidente, o ocupante que está sem cinto é deslocado e pode atingir as outras pessoas que estão no veículo.
  • O cinto pode evitar danos maiores em casos de acidente próximo a ribanceiras, depressões e pontes. Sem o cinto, o impacto pode fazer com que o condutor seja arremessado para fora do veículo.
  • Em casos de capotamento, o cinto pode evitar que os corpos dos ocupantes sejam deslocados.
Fonte: Polícia Rodoviária Federal (PRF).
 

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