
Segundo os moradores, as cobras começaram a invadir a região no final do ano passado, mas de janeiro pra cá a quantidade aumentou significativamente.
A costureira Sandra Mara de Jesus, de 40 anos, contou que apesar de várias denúncias feitas sobre o aparecimento das serpentes, a prefeitura até agora não tomou qualquer providência.

O secretário municipal de Meio Ambiente de Baixo Guandu, Alone Torres, informou que a prefeitura tem ciência da situação e que eles entraram em contato com a Polícia Ambiental, já que prefeitura não possui equipe que cuide de animais peçonhentos.
“Nós estamos entrando em contato com ONGs para retirar esses animais. Temos a informação de que nas cidades de Resplendor e Aimorés, em Minas Gerais, também estão com o mesmo problema. Acreditamos que uma das causas é o período de procriação delas”, explicou.
Para o biólogo e ambientalista Iberê Sassi, as possíveis causas para o aparecimento da grande quantidade de cobras são o desmatamento, a cheia do Rio Doce e o acúmulo de lixo.
“Tem aparecido até cascavel, uma espécie que não é comum no Espírito Santo. No período de cheia, elas saem dos seus habitats e seguem para as cidades por conta da ineficiência da coleta de lixo”, disse Iberê Sassi.
Ele enfatizou que a população não deve matar estes animais por caracterizar crime ambiental.