A criatividade é o maior diferencial da humanidade. As ideias inovadoras surgem das mais diversas formas, e é buscando soluções para problemas enfrentados pela sociedade que profissionais do Espírito Santo se tornaram inventores.
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Entre os inventos criados no Estado estão um novo marcador que é capaz de mostrar quando um combustível está adulterado; bueiro de resina; célula de segurança para coletores de lixo, entre outros.
O cientista, professor do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) e doutor em química analítica Wanderson Romão é um dos autores principais de uma invenção de um marcador químico que aponta quando um combustível está adulterado. “Com variação da concentração do etanol, ele muda de cor”.
O produto poderia vir na gasolina, facilitando o trabalho dos agentes de fiscalização. Assim, bastaria aos fiscais jogar uma luz ultravioleta no combustível para avaliar a concentração de etanol.
“Se a luz ficar vermelha, é porque a concentração está adequada”, esclareceu. Caso contrário, ela vai diluindo, fica laranja, amarela ou até desaparece, conforme explicou o cientista.
O invento é uma necessidade. “Hoje há adulterantes na gasolina que não são detectáveis no teste de análise química. Já com o marcador, a intensidade da cor pode variar”, ressaltou o professor.
O doutorando em Química da Ufes Clebson de Jesus Macrino, 32, que também faz parte do time que estudou o assunto, entende que o uso da ferramenta seria uma forma de inibir a adulteração de combustível.
Ele lembrou que, com alta do preço da gasolina, o lucro com a adulteração é maior. Para ele, o uso do marcador evitaria que a população pague mais por menos qualidade.
Já o administrador de empresas Alessandro Nossa teve a ideia de produzir bueiros utilizado resina no lugar do ferro. O produto está patenteado, poderá ser produzido em escala, mas ainda não foi comercializado.
“Ele tem peso quatro vezes menor que o de ferro fundido, diminui o risco de acidente com profissionais que irão instalar a grelha. Por não possuir valor de reciclagem, não serão cobiçados para furtos”, ponderou.
Ex-jogador de futebol vira inventor
O ex-jogador de futebol Lúcio Antônio dos Anjos Martins, de 65 anos, virou inventor. Ele que já jogou pelo time da Desportiva Ferroviária, pelo Barretos (SP) e pelo Estrela de Cachoeiro, por exemplo, criou um material absorvente que assume diferentes funções.
Trata-se de um granulado cujo principal ingrediente é o papel reciclado. Ele pode ser utilizado, por exemplo, para absorver o óleo diesel queimado da água, deixando-a limpa. Serve também para ser jogado sobre a urina de animais de estimação, para remover o líquido e o odor.
Além disso, é um produto que não pega fogo e que Lúcio acredita que também pode ser utilizado no combate a incêndios. “Se ele seco não pega fogo, imagina molhado. Se jogar esse material com água em cima do fogo, ele vai apagar”.
Ele destacou que somado à resina, o material é capaz de petrificá-la. “Se você olhar, vai pensar que é mármore”. Ele entende que, nesse contexto, pode ser utilizado para a produção de móveis mais resistentes. “Se der enchente, ele não molha, vai continuar intacto”.
O inventor tem um contrato de exclusividade com uma empresa. O produto já está sendo comercializado e vai ganhar escala.
Saiba mais
Invenção X inovação
Invenção é algo novo. O que é requisito para ser patenteado.
Inovação é uma melhoria de algo que já existe
Marcador
- O uso de marcador luminescente para identificar a gasolina adulterada é uma invenção capaz de contribuir para que o consumidor tenha mais segurança na hora de abastecer. Ela ainda não está sendo comercializada.
Bueiro de resina
- Trata-se de uma opção que promete ser mais segura para a instalação e menos visada por criminosos.
- O produto ainda não foi comercializado.