- Vitória, ES 24°C

Vitória 24°C

Anúncio
DESAFIOS DA EDUCAÇÃO

“Jovens estão vivendo um turbilhão de emoções após a pandemia”, diz especialista

Cláudio Miranda acredita que caberá às escolas e famílias traçarem novas estratégias para equilibrar todos esses sentimentos

O psicopedagogo Cláudio Miranda afirma que os alunos já não são mais os mesmos e nem voltarão a ser

Última atualização

 













|













Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Estilo:



 

Um turbilhão de emoções que gera abalos fora do normal. Esse é o panorama de crianças e adolescentes após dois anos de pandemia, na visão do psicopedagogo Cláudio Miranda.

O especialista afirma que os alunos já não são mais os mesmos e nem voltarão a ser. Com isso, caberá às escolas e famílias traçarem novas estratégias para compreender todos esses sentimentos e buscar um equilíbrio.

“O tempo de reclusão e afastamento foi um importante desencadeador dos problemas que vemos acontecer nas escolas. É como se alguns alunos tivessem ‘desaprendido’ as estratégias de relacionamento social”.

Agora, cada aluno necessitará de um tempo diferente para reaprender as formas mais saudáveis e equilibradas de relacionamento. Para Cláudio, nunca foi tão importante colocar a atenção na saúde mental de alunos e professores.

“Estamos lidando com um turbilhão de emoções que precisam ser compreendidas e encaminhadas de forma mais harmônica. O emocional dos alunos está abalado e fora do normal. Se antes a depressão e o estresse estavam aumentando, agora esse problema atinge um nível ainda mais preocupante. E não dá para voltar ao normal de antes da pandemia trabalhando conteúdos escolares da mesma forma”. 

O psicopedagogo ressalta que é preciso desenvolver formas de manifestações e interações grupais. “O teatro, a música, a dança, o canto, os jogos e brincadeiras poderiam ser usados mais intensamente no ambiente escolar”.

A doutora em educação Edna Tavares lembra que, durante a pandemia, as escolas desenvolveram conteúdos básicos, mas no retorno, os conteúdos foram sequenciados, o que pode causar desinteresse. Isso porque muitos não tiveram a base do tema proposto e se sentem dispersos por não acompanhar.

“Cabe aos professores e escolas usar avaliações diagnósticas com frequência e, se necessário, montar um plano de ensino emergencial. E também propor aulas e ações que levem esses alunos a perceber a escola como um ambiente atrativo, vivo e com sentido”.

Aos pais, observa Edna, é fundamental identificar e respeitar o ritmo dos filhos. “Escola e família devem se comunicar, pois serão importantes na readaptação”.


O QUE PODE SER FEITO


Escolas

  • Contar com profissionais de saúde mental para executar iniciativas preventivas e trabalhar ações para o desenvolvimento socioemocional dos alunos.
  • Traçar um plano terapêutico de ajuda juntamente com a sua proposta pedagógica.
  • Desenvolver dinâmicas e formas de manifestações e interações grupais, com teatro, música, dança, canto e jogos.
  • Usar avaliações diagnósticas com frequência para saber o atual estágio de conhecimento do aluno. Se necessário, montar um plano de ensino emergencial, que dê suporte nos conteúdos anteriores e atuais.
  • Propor aulas e momentos que levem os alunos a ver a escola como um ambiente atrativo, vivo, com sentido, e onde se sintam acolhidos.
  • Proporcionar momentos de fala e escuta, com dinâmicas ou de forma individual, dependendo do caso.
  • Criar planos de convivência e protocolos diante de situações de violação, bem como campanhas educativas que abordem temas como bullying, exclusão e cultura do cancelamento.

Famílias

  • Observar, identificar e respeitar o ritmo dos alunos.
  • Estabelecer uma rotina de estudo diária, com horários específicos para a dedicação dos filhos.
  • Criar um ambiente propício para o estudo.
  • Se comunicar com a escola, pois serão agentes importantes na readaptação, cooperando para uma intervenção estratégica nos problemas.
  • Fazer intervenções e conversas para estabelecer limites no uso desenfreado do aparelho celular.
  • Buscar ajuda especializada de psicólogo quando necessário.

Fonte: Especialistas consultados.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.