As obras do hospital de Guarapari que foram questionadas pela Controladoria Geral da União (CGU), e foram alvo de pedido de suspensão por parte do Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) foram liberadas pela juíza federal da 5° Vara Federal Cível de Vitória, Drª. Maria Cláudia de Garcia Paula Allemand.
Em sua decisão, a juíza esclareceu que após receber toda a documentação da prefeitura, da Caixa Econômica e do Ministério da Saúde, optou pela continuação das obras e conclusão do hospital, negando o pedido suspensão, feito pelos órgãos fiscalizadores.
“Por não vislumbrar razão hábil a justificar a paralisação da obra, na forma requerida pelos Autores, indefiro o pedido de suspensão cautelar do prosseguimento do contrato de repasse e a consequente interrupção da construção do Hospital Maternidade Cidade Saúde”.
Para o prefeito Edson Magalhães, a decisão da juíza foi técnica, já que obra ultrapassou os 40% de construção realizada, e é de extrema necessidade para a população.
“A juíza recebeu as informações do Ministério da Saúde, da Caixa Econômica e da prefeitura, e porque parar a obra? A obra está a uma velocidade além daquilo que a gente espera, já que são 8 mil e 500 metros quadrados. Os órgãos questionaram sobre a funcionalidade do hospital, quem vai gerir, administrar, mas acredito que no primeiro momento, devemos pensar na construção do hospital, e depois na gestão hospitalar, que já tem várias organizações sociais de saúde (OSS) interessadas”, disse Magalhães.
O hospital voltou a ser construído em março do ano passado, e segundo o prefeito vai receber um investimento total de quase R$ 25 milhões, sendo R$ 6 milhões da prefeitura, e mais de R$ 18 milhões do Ministério da Saúde.
