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Choque elétrico

Laudo confirma morte de pintor eletrocutado na Rodovia do Contorno

Homem de 32 anos foi morto por choque elétrico ao tentar atravessar a Rodovia do Contorno, em Cariacica.

Laudo confirma morte de pintor eletrocutado na Rodovia do Contorno
- A esposa da vítima fatal Géssica Siqueira.

Última atualização

Um laudo do Departamento Médico Legal (DML) de Vitória constatou que o pintor Orlandino Lopes Júnior, de 32 anos, foi morto por choque elétrico ao tentar atravessar a Rodovia do Contorno, em Cariacica.

O caso aconteceu na altura do bairro Vila Capixaba, por volta das 4h24 da última quinta-feira. 

Câmeras de videomonitoramento instaladas no local filmaram o momento em que a vítima atravessava a Rodovia do Contorno, que faz parte da BR-101, tentando passar por baixo da grade de proteção que separa as pistas. Contudo, ao encostar na grade, ele não conseguiu mais se mexer.

Segundo a mulher do pintor, a dona de casa Géssica Siqueira, de 31 anos, Orlandino era dependente químico e estava indo comprar drogas quando o choque ocorreu.

A mulher afirma que a vítima ficou com duas queimaduras, sendo uma abaixo do queixo e outra do lado da cabeça, acima da orelha, que teriam sido as regiões do corpo  que ele encostou na grade.

Ela conta que eles têm três filhos, sendo um menino de 10 anos, uma menina de 5 e uma bebê de apenas seis dias. “A gente ia registrar a criança ontem”, revela a dona de casa.

 













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Géssica e Orlandino não eram casados, mas moravam juntos há 12 anos no bairro Santa Fé, próximo a Campo Grande, no mesmo município. A mulher do pintor conta que ainda não está acreditando no que aconteceu.

“A ficha ainda não caiu. Sinto como se fosse ver ele a qualquer momento. A nossa filha de 5 anos, a Agáta, está sentindo muita falta dele, ela ainda está sem entender o que aconteceu, pergunta por ele a todo momento e fala que está com saudade”.

De acordo com o engenheiro eletricista do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea/ES), Sérgio Augusto, o que pode ter potencializado o choque é o acúmulo da água de chuva em um cano abaixo da grade, que serviu de apoio para que ele atravessasse a pista.

“A vítima serviu como condutor de energia entre o cano e a grade, o que pode indicar que ele teria encostado a cabeça na tela. Deveriam ter aterrado as grades para evitar descargas elétricas oriundas dos postes de iluminação”, disse o especialista.

Agora, Géssica quer Justiça. “Ele sustentava a família. A minha filha pequenininha não vai poder conhecê-lo”.

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