- Vitória, ES 24°C

Vitória 24°C

Anúncio
CASO KEVINN

Médicas vão ser intimadas a prestar depoimento à polícia

Elas terão de explicar o porquê de não terem atendido o jovem de 16 anos, que morreu após esperar cerca de quatro horas por uma vaga

Entrada do pronto-socorro do Himaba onde a ambulância com Kevinn ficou estacionada, na entrada, por quatro horas

Última atualização

 













|













Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Estilo:



 

Afastadas do trabalho sob a suspeitas de negligência, as duas médicas responsáveis pelo plantão do Hospital Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha, na madrugada do último sábado, 30, vão ser intimadas a prestar depoimento à Polícia Civil.

Elas terão de explicar quais foram os motivos que as levaram a não atender o estudante Kevinn Belo Tomé da Silva, 16, que veio transferido de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado, para Vila Velha.

Depois de esperar por cerca de quatro horas por uma vaga de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o jovem morreu dentro de uma ambulância, na porta do Himaba, o que causou muita comoção e revolta de familiares, amigos e pacientes que estavam no local.

Garantindo rigor nas apurações, o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, disse que o caso será investigado pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa de Vila Velha.

Ele explicou que as investigações irão apontar, por exemplo, se foi homicídio culposo (sem intenção) ou doloso (com intenção).

Segundo ele, inicialmente os depoimentos estavam previstos para o último domingo, 1°, mas as médicas teriam informado que não compareceriam naquele dia, pois estavam muito abaladas. 

Por conta disso, as duas serão intimadas oficialmente para prestarem depoimentos, previstos para acontecerem no decorrer desta semana. O dia exato não foi revelado.

A pena para o crime de homicípio culposo varia de 1 a 3 anos de detenção, de acordo com o delegado-geral. Já o doloso prevê pena de 6 a 20 anos de reclusão, se condenadas. Ele explicou que o prazo para a conclusão do inquérito policial com réu solto é de 30 dias, podendo ser prorrogado pelo mesmo período.

“A princípio nós não vemos ali uma omissão de socorro, com resultado morte, porque ele (jovem) estava recebendo, ainda que precariamente, socorro dentro da ambulância. O que está sendo discutido, agora, é um possível homicídio culposo ou doloso. O delegado vai analisar o que precisa acrescentar na investigação, ouvir as médicas para saber a razão e os motivos pelos quais elas não receberam o rapaz dentro do hospital”.

O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, informou que imagens das câmeras de videomonitoramento do hospital foram enviadas à polícia.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.