A apresentadora de TV Fátima Bernardes, de 58 anos, anunciou nesta quarta-feira (2) em suas redes sociais que foi diagnosticada com câncer no útero. A doença é um dos tipos de tumores mais frequentes na população feminina no Brasil, segundo especialistas.
Fátima fez o anúncio dizendo que terá de se afastar do trabalho para uma cirurgia, mas não citou o local da lesão no útero.

Este último se dá, muitas vezes, devido à alimentação irregular e à disfunção hormonal.
Kitia ressaltou que uma das formas de prevenção ao HPV é o uso de preservativos durante as relações sexuais, para todas as idades, e a realização do exame preventivo. No caso dos jovens, outra alternativa é a vacina, oferecida gratuitamente para meninas e meninos de 9 a 14 anos.
“Corrimento com mau cheiro, sangramentos fora do período menstrual e dor nas relações sexuais podem ser sintomas do câncer de colo de útero. Já os do endométrio são sangramentos vaginais que aparecem depois que a pessoa entra na menopausa”, afirmou.
A radio-oncologista Anne Karina Kiister Leon pontuou que, geralmente, o câncer de colo de útero atinge pessoas mais novas e o de endométrio ocorre em pessoas mais idosas, acima de 60 anos.
A médica afirmou que, quando a doença é diagnosticada no início, tem mais chance de cura. “O tratamento depende do grau da doença. Se tiver no início, às vezes, só a cirurgia resolve. Dependendo do que vier na cirurgia, tem que incluir radioterapia e quimioterapia”.
Anne Karina explicou que, dependendo do grau do tumor, a doença pode prejudicar ou impossibilitar uma próxima gestação, devido à retirada do útero, em alguns casos, ou à atrofiação do órgão devido à radioterapia.
Para a ginecologista e obstetra Rita Rodrigues, quando o câncer no útero é descoberto em estágios iniciais, muitas vezes, a cirurgia não precisa ser muito invasiva. Ela salientou que os exames preventivos são muito importantes.
“O ideal é que eles sejam feitos anualmente ou, dependendo da necessidade de cada pessoa, às vezes, até de seis em seis meses”.
“Agradeço pelo carinho”
“Estou bem. Depois de uma série de exames de rotina, hoje (ontem) recebi o diagnóstico de um câncer de útero em estágio inicial. Vou me afastar do trabalho. Enquanto isso, aproveito o aconchego dos meus pais, filhos, do meu amor e amigos. Já agradeço pelo carinho, pelas boas energias de todos aqui. Logo, logo estarei de volta para nossos encontros.”
Fátima Bernardes, 58 anos
SAIBA MAIS
Câncer do colo do útero
- De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o tumor de colo do útero atinge mais de 16 mil mulheres no Brasil por ano, o que já faz dele o terceiro tipo de câncer mais comum entre a população feminina, atrás do câncer de mama e do colorretal.
- Cerca de 35% dos casos acabam levando à morte. É, hoje, a quarta causa de morte de mulheres por câncer.
- é causado pela infecção persistente por alguns tipos do papilomavírus humano (HPV), quando ocorrem alterações celulares que podem evoluir para o câncer.
- As alterações são descobertas no exame preventivo, o Papanicolau, e são curáveis na quase totalidade dos casos.
- Sinais e sintomas
- Pode não apresentar sintomas em fase inicial. Nos casos mais avançados, pode evoluir para sangramento vaginal que vai e volta ou após a relação sexual, secreção vaginal anormal e dor abdominal.
Tratamento
- Entre as opções de tratamento estão a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia. O tipo de tratamento dependerá do estágio de evolução da doença.
Câncer do corpo do útero
- O câncer do corpo do útero pode se iniciar em diferentes partes do órgão. O tipo mais comum se origina no endométrio (revestimento interno do útero).
- O sarcoma uterino é uma forma menos comum de câncer uterino que se origina na musculatura e no tecido de sustentação do órgão.
- Pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas é mais comum em mulheres na menopausa.
Sinais e sintomas
- O sinal mais comum de câncer de endométrio é o sangramento vaginal fora do período menstrual ou já na menopausa.
Tratamento
- A maioria das mulheres é submetida à cirurgia para remover útero, ovários e trompas. Radioterapia e quimioterapia podem complementar o tratamento.
Fonte: Médicos consultados e Inca.
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