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Médicos explicam quando a conjuntivite pode ser perigosa

Especialistas alertam que quadros virais da doença podem deixar sequelas, como uma microcicatriz que pode afetar a visão no futuro

Médicos explicam quando a conjuntivite pode ser perigosa
- Karine Moyses explica que a doença se caracteriza pela inflamação de uma membrana do olho
Foto de perfil de Beatriz Brandão

Beatriz Brandão

Beatriz Brandão é estudante de jornalismo na Universidade Federal do Espírito Santo e é repórter multimídia no jornal A Tribuna. Tem experiência em assessoria de imprensa, rádio e jornalismo digital.

Última atualização


Após a cantora Ana Castela compartilhar em suas redes sociais que estava com um quadro de conjuntivite que logo atingiu seus dois olhos, A Tribuna convidou especialistas para explicar quando a doença pode se tornar preocupante.

A oftalmologista Karine Moyses explica que a conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, que é uma membrana fina, transparente e que recobre a parte branca do olho. De acordo com ela, as causas são variadas.

“Ela pode ser alérgica ou infecciosa, sendo as infecciosas geralmente causadas por vírus ou bactérias”.

A médica explica que o contágio acontece principalmente pelo contato direto, sendo comum passar de um olho para o outro.

“A transmissão se dá geralmente pelas mãos ou superfícies contaminadas. Por isso a importância de lavar bem as mãos e evitar levá-las aos olhos”.

E um quadro inicialmente simples pode evoluir. Segundo o oftalmologista Pedro Trés, a conjuntivite pode até mesmo deixar sequelas.

“Os quadros virais, por exemplo, podem gerar uma microcicatriz, que vai atrapalhar a visão no futuro”.

O médico também adiciona que o sintoma mais comum é a vermelhidão nos olhos.

“Na conjuntivite viral, o paciente pode sentir também um incômodo, uma sensação de areia nos olhos. Os sinais de alerta são a não melhora do quadro e a piora da visão”.

A oftalmologista Damaris Bueno lembra que as crianças e as pessoas que usam lentes de contato são os grupos que precisam tomar mais cuidado.

“As crianças são o grupo com mais tendência a desenvolver a conjuntivite, e os usuários de lente de contato devem tomar cuidado, pois podem desenvolver quadros mais graves”.

Damaris diz que a principal forma de prevenir é manter uma higiene adequada.

“A recomendação é nunca colocar as mãos sujas no olho, além de evitar contato próximo de pessoas com olhos vermelhos ou já diagnosticadas”.

Karine ainda adiciona que é importante não se automedicar ao identificar os sinais.

“Nem todo olho vermelho vai ser uma conjuntivite, e cada tipo de colírio tem uma indicação, que deve ser feita por um médico especialista”.

Saiba Mais

Conjuntivite

É a inflamação da conjuntiva, uma membrana fina, transparente e móvel que recobre a parte branca do olho, chamada esclera.

Pode ter diferentes causas, sendo alérgica ou infecciosa.

As infecciosas geralmente são causadas por vírus ou bactérias.

Sintomas

  • Coceira
  • Olhos vermelhos
  • Lacrimejamento
  • Fotofobia, que é a sensibilidade à luz
  • Sensação de areia nos olhos

A intensidade desses sintomas pode variar de acordo com a pessoa.

Tratamento

O tratamento depende da causa.

Quando é um quadro de conjuntivite bacteriana, o tratamento é com colírios antibióticos.

Nos casos de conjuntivite alérgica, o tratamento é feito com colírios antialérgicos.

Já na conjuntivite viral, geralmente o tratamento é para aliviar os sintomas, com colírios lubrificantes e, em alguns casos, anti-inflamatórios.

A orientação é não se automedicar e, identificando os sintomas, procurar um médico oftalmologista.

Transmissão

A transmissão se dá por contato direto, geralmente pelas mãos.

Superfícies contaminadas, como maçanetas, corrimãos, toalhas de rosto e até águas contaminadas, como piscinas, podem facilitar a transmissão.

Também é possível que a infecção passe de um olho para o outro.

A conjuntivite pode evoluir para quadros mais graves?

SIm, as conjuntivites virais podem deixar sequelas, como cicatrizes na córnea.

Em alguns casos, além da inflamação da conjuntiva, há também o comprometimento da córnea, o que chamamos de ceratoconjuntivite.

Já a conjuntivite alérgica, quando não tratada, pode piorar e causar alterações na região próxima à córnea.

A conjuntivite bacteriana, por sua vez, pode se tornar bastante purulenta.

Como evitar?

Manter a higiene das mãos;

Evitar contato com pessoas infectadas.


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