Monique Medeiros, acusada de participação na morte do filho, o menino Henry Borel, foi afastada por 30 dias da função de servidora concursada pela Secretaria Municipal de Educação (SME) do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (25). A decisão foi divulgada no Diário Oficial do município, com o texto assinado pelo prefeito Eduardo Paes (PSD).
Segundo o Extra, o artigo do Estatuto do Servidor no qual Paes se baseia permite que a suspensão se estenda até 90 dias, e, mesmo com a suspensão, ela continua recendo salário e contando tempo de serviço para aposentadoria. Ela foi afastada por motivos de inquérito administrativo e de suspeita de fraude no cartão de ponto.
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De acordo com o secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro, Renan Ferreirinha, Monique apresentou um atestado médico pedindo 60 dias de licença, porém, a SME concedeu apenas dois dias.
Renan também afirmou que foram encontradas irregularidades no preenchimento da folha de ponto de Monique. Nas redes sociais, ele comentou: “Foi constatado que apesar de hoje ainda ser dia 25 de janeiro, a folha de ponto dela já está assinada até semana que vem, dia 31 de janeiro. Como já tem assinatura de presença até dos próximos dias? Isso não existe. Investigaremos isso também de forma rigorosa”.
O retorno de Monique
Monique Medeiros foi reintegrada ao trabalho na Secretaria Municipal de Educação (SME) do Rio de Janeiro por uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em dezembro do ano passado. A notícia só foi divulgada no último final de semana e gerou críticas.
Pelo Twitter, Renan Ferreirinha se mostrou contra a decisão. “Se dependesse de mim, Monique Medeiros já teria sido demitida há muito tempo, mas sabemos como a justiça demora no Brasil”, afirmou.
Sobre a reintegração dela, ele explicou: “Desde que aconteceu este caso absurdo, instauramos um processo administrativo, mas como ela foi solta pela justiça e ainda não houve sentença condenatória, a orientação jurídica recebida pela Secretaria é de que não há como a servidora ser afastada e ter a remuneração suspensa. Desta forma, ela retornou ao trabalho em função administrativa no almoxarifado da Secretaria, longe da sala de aula e das nossas escolas. Precisamos todos, como sociedade, cobrar mais agilidade na conclusão do julgamento para que a justiça seja feita em nome e memória do menino Henry”.
O STJ concedeu liberdade a Monique em agosto de 2022, após a prisão preventiva dela ser revogada. Atualmente, ela responde em liberdade a acusação de ter matado, em 2021, o próprio filho, Henry Borel.
A mulher foi denunciada pelo Ministério Público por ter se omitido ao permitir que seu marido, o ex-vereador Jairo Souza, agredisse Henry, o que teria resultado na morte dele. Jairo, conhecido como Jairinho, também é réu e responde pelo homicídio da.
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