O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) garantiu que não houve corte de bolsas de pesquisas para universitários, que cursam graduação e pós-graduação, em todo o País. No entanto, admitiu que a criação de novas bolsas de estudos foi suspensa.
Na quinta-feira (29), o Tribuna Online mostrou a situação das trigêmeas Fábia, Fabíola e Fabiele Loterio, de 19 anos, que perderam as bolsas de Iniciação Científica. As irmãs, que são premiadas pela Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), são de Rio do Norte, um distrito de Santa Leopoldina, na região Serrana do Estado, mas moram em Vitória e cursam Matemática na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
Em nota, o CNPq informou que o orçamento aprovado para este ano é de R$ 1 bilhão, sendo que R$ 784 milhões deste valor são destinados ao pagamento de bolsas. A peça orçamentária foi aprovada pelo conselho no ano passado, segundo o texto.
“O valor na rubrica de bolsas está originalmente deficitário em cerca de R$ 330 milhões para cumprir os compromissos de pagamento de bolsas até o final do ano. Importante esclarecer que não houve corte de bolsas, mas suspensão da implementação de novas bolsas. Isso significa que não foi retirada nenhuma bolsa já implementada”, garantiu o conselho.
O CNPq informou que conta, atualmente, com cerca de 80 mil bolsas vigentes. “Neste momento, o CNPq e o MCTIC estão em constante esforço para conseguir a recomposição orçamentária necessária”, destacou o conselho em nota.
