Com a promessa de ser mais atrativo, ter os alunos como protagonistas e priorizar a aplicação de cursos profissionalizantes, o novo ensino médio deverá mudar para 58 mil estudantes no primeiro ano de implantação, em 2022, na rede pública estadual.

As matrículas ocorrerão de outubro a dezembro deste ano para 284 escolas. O número de instituições pode aumentar, segundo informou o secretário de Estado de Educação, Vitor de Angelo, durante coletiva de imprensa ontem.
A princípio, o novo modelo será somente alunos do 1º ano. Os estudantes que estiverem no 2º e 3º anos em 2022 continuarão com a grade curricular utilizada hoje.
As alunas Maria Eduarda Magris, 15 anos, e Sarah Oliveira, 15, estudam no Centro Estadual de Ensino Médio em Tempo Integral (CEEMTI) Professor Fernando Duarte Rabelo, em Vitória, e já experimentam parte do novo currículo.
Entre as mudanças para o ano que vem, estão: aumento da carga horária mínima para mil horas anuais – hoje a grade brasileira é de 800 horas – e a divisão do ensino em dois grandes blocos: de formação geral básica, comum a todos, e os itinerários formativos, que é flexível e de escolha do jovem.
Os estudantes também irão escolher, no momento da matrícula, quais aprofundamentos farão no segundo e no terceiro ano, que são disciplinas para ampliar o conhecimento em determinado assunto.
Entre as possíveis ofertas das escolas, estão “Mídias digitais: Linguagem e Ação”, “Educação Financeira” e “Aspirações Docentes”. Cada escola deverá oferecer, pelo menos, dois itinerários de aprofundamento.
O secretário destacou que o novo currículo trará mais flexibilidades. “Essas novidades tornam a escola um espaço muito mais atrativo, pela possibilidade de colocarmos alguns componentes curriculares, atividades e disciplinas que tenham mais sentido para o aluno”.