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“O que faz falta é o sorriso dela”, diz pai de universitária

Luisa Lopes morreu atropelada em Camburi. Ela e outras vítimas foram lembradas em missa tradicional no Convento da Penha

“O que faz falta é o sorriso dela”, diz pai de universitária
- Pais de Luisa, o policial penal Ivan Lopes e Adriane Luisa da Silva participaram da celebração no Campinho

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São 3 meses e 23 dias sem Luisa Lopes. Menina de sorriso largo e cabelos cacheados que teve a vida interrompida em um acidente de trânsito na avenida Dante Michelini, na orla de Camburi, em Vitória, no dia 15 de abril deste ano.

“Está sendo uma barra não ter ela com a gente. Sinto falta de tudo, mas o que mais faz falta é o sorriso dela. É uma tristeza para gente está aqui, queríamos que ela estivesse com a gente. Mas é uma forma de confortar nosso coração”, desabafa o pai de Luisa, o policial penal Ivan Lopes, de 54 anos. 

A jovem Luisa foi uma das vítimas  lembradas na tradicional “Missa em Memória das Vítimas de Trânsito”, que foi realizada ontem no Campinho do Convento da Penha, em Vila Velha.

“O sorriso dela é o que mentalizo todos os dias”, diz  a mãe da jovem  Adriane Luisa da Silva, 54.  

A celebração marca o Dia Estadual em Memória das Vítimas de Acidentes de Trânsito, estabelecido na Lei Estadual nº9.689 de 2011, criado com intuito de homenagear as vítimas, mas também refletir sobre a defesa de uma trânsito mais seguro. 

“A gente precisa se educar  em relação à legislação. A maioria dos acidentes são acusados por pessoas que bebem e dirigem. Falta respeito, empatia das pessoas,  punição, rigidez”, diz o pai de Luisa. 

Ele conta que no caso da filha ainda não houve conclusão. “O inquérito policial foi prorrogado mais uma vez por  90 dias, serão 180 dias sem punição”, conta. 

Outra vítima de acidente de trânsito lembrada ontem foi o jovem Jeferson Serafim Pereira, que tinha 27 anos, quando bateu de moto na traseira de um caminhão de madeira, quando voltava do serviço em Cariacica. 

“Faz quatro anos que ele nos deixou e ainda sinto muita falta. Não tem como se acostumar. O mais sinto falta é da alegria dele. Jeferson era intenso, rodeado de amigos. Depois do que aconteceu, sempre venho a esta missa. É como do Frei disse: ‘O que conforta é a palavra’”. 

Emocionada, a irmã do jovem, Jéssica Serafim, 28, conta que sente falta de conversar com o irmão, da casa cheia de amigos que ele tinha. “A calma o coração é saber que a vontade de Deus é perfeita e que vamos nos encontrar no céu”.

Em 6 meses, 390 mortes no trânsito

 













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Em seis meses, 390 pessoas morreram em acidentes de trânsito no Estado. Segundo os dados do Observatório da Segurança Pública do Espírito Santo isso representa um aumento em quase 10% no número de vítimas se comparado ao mesmo período do ano passado.

O mês de maio foi o mais letal, com 86 mortes registradas. Sábado e domingo são os dias com mais acidentes com morte, representando 40% dos registros. 

Depois das 18 horas o perigo de acidentes fatias aumentam. Segundo os dados, esse é o horário responsável por 33% dos acidentes. O período das  12 horas às 17h59, tem 29% dos registros de mortes no trânsito. 

“Tem que acabar com a impunidade. A Justiça solta muito rápido esses motoristas, quando deveria ser mais rigorosa. Da minha janela vejo o tanto de motoristas imprudentes avançando o sinal”, indignou-se o aposentado Eduardo Sigler, 71, que participou da “Missa em Memória das Vítimas de Trânsito”,  no Convento da Penha.

O Frei Djalmo Fuck, guardião do Convento,  disse que a celebração é para confortar  famílias. “A gente sabe que não são só acidentes, só fatalidades, há imprudência, descaso e impunidade. Tem que se fazer cumprir a lei. Que as pessoas sejam conscientes que serão punidas, de  que é crime beber e dirigir”.

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