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TRAGÉDIA

Ossada de engenheiro formado no Estado é encontrada em Brumadinho

O rompimento da barragem, em 25 de janeiro de 2019, deixou 270 pessoas mortas.

O rompimento da barragem, em 25 de janeiro de 2019, deixou 270 pessoas mortas.

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 Três anos e três meses depois do rompimento da barragem do Córrego do Feijão, da Vale em Brumadinho, o Corpo de Bombeiros localizou uma ossada com aproximadamente 40 segmentos na área de buscas. 

De  acordo com o Corpo de Bombeiros, o segmento corpóreo foi encontrado na área denominada “Esperança 1”, após busca especializada. 

“Ontem, a gente fez uma localização muito importante, a localização de uma ossada com, aproximadamente, 40 segmentos. O Corpo de Bombeiros permanece fazendo as buscas ressaltando o nosso compromisso desde o dia 25 de janeiro de 2019 assumido pela gente e pelo governador do estado em conseguir diminuir o luto de todas essas famílias”, disse o tenente Pedro Aihara, do Corpo de Bombeiros, em entrevista ao G1.

A identificação é da ossada que foi encontrada pelo Corpo de Bombeiros nessa segunda-feira (2). Segundo a polícia, a 265ª vítima identificada trata-se do engenheiro de produção que tinha 30 anos na época da tragédia.Luís Felipe Alves era funcionário da Vale. Nasceu em Jundiaí, no interior paulista, e se formou em engenharia de produção no Espírito Santo. A identificação ocorreu por meio de arcada dentária, as informações são do G1.

Ele trabalhava em Brumadinho, no setor administrativo da empresa, havia menos de três meses quando a barragem rompeu.

Para os amigos mais próximos, Luís Felipe tinha o apelido carinhoso de “pivet”. Ele era apaixonado pelo Paulista Futebol Clube, o Paulista de Jundiaí, e nas redes sociais não escondia o amor pela bola.

Com a identificação de Luís Felipe, ainda há cinco pessoas desaparecidas, de um total de 270 mortos na tragédia de 25 de janeiro de 2019. Elas são chamadas de “joias” pelos parentes e amigos que seguem à espera de um enterro.

A última vez que o Corpo de Bombeiros encontrou um corpo na região tinha sido em outubro de 2021. A vítima, Lecilda de Oliveira, trabalhava na Vale havia mais de 30 anos.

A tragédia de Brumadinho, com rompimento de barragem, deixou seis pessoas vítimas desaparecidas e 270 pessoas morreram.

“Essa já é uma área que nessa fase de buscas já é prioritária para gente. A última localização importante que foi feita nessa região foi o corpo do senhor Uberlândio, que foi localizado em uma região chamada Ferteco. Então, a gente faz um trabalho simultâneo onde a gente, além de utilizar as máquinas junto com os homens, a gente também utiliza as estações de buscas”, explicou o tenente.

Os bombeiros atuam na região atingida pela lama da mineradora, há três anos e três meses depois da tragédia, no esquema chamado híbrido, em que integrantes da corporação trabalham juntamente com maquinário utilizado para peneiramento.

“Daremos continuidade aos trabalhos nos próximos dias, buscando novos encontros”, disse, em vídeo, o tenente Sandro Júnior, do Corpo de Bombeiros do estado. A Polícia Civil informou que os trabalhos em relação à ossada localizada nesta segunda-feira estão em andamento, mas não informou quando deverão ser concluídos.

Em 2020, o Ministério Público de Minas Gerais apresentou uma denúncia contra o ex-presidente da Vale, Fabio Schvartsman, e outros 15 executivos e funcionários da mineradora e da empresa alemã de consultoria Tüv Süd.

Eles eram acusados de homicídio doloso duplamente qualificado e crimes ambientais. As vítimas eram funcionárias da Vale e trabalhadores terceirizados na barragem Mina Córrego do Feijão.

A representação do Ministério Público foi aceita pela Justiça estadual. Mas, em outubro de 2021, uma decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) anulou a denúncia, alegando que a competência para julgamento do rompimento da barragem é da Justiça Federal em Minas Gerais.

Em 2021, um estudo apontou que uma perfuração feita pela Vale na barragem no dia da tragédia pode ter causado o rompimento. Segundo a própria empresa, a ação tinha como objetivo exatamente instalar equipamentos que permitissem uma leitura mais detalhada do nível de água no interior da represa.

Veja quem são as cinco pessoas que seguem desaparecidas:

Cristiane Antunes Campos

Maria de Lurdes da Costa Bueno

Nathalia de Oliveira Porto Araújo

Olímpio Gomes Pinto

Tiago Tadeu Mendes da Silva

O rompimento da barragem, em 25 de janeiro de 2019, deixou 270 pessoas mortas.

 













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