
Sem poder contar com o transporte coletivo nesta semana, trabalhadores de atividades essenciais e pessoas que precisarem sair de casa vão ter nos táxis e carros de aplicativos uma das alternativas para se deslocar. Mas o Procon já adianta: o aumento na demanda não pode ser justificativa para tarifas abusivas.
Em relação aos táxis, a tabela vigente será mantida. “Vai permanecer a mesma tarifa, sem reajuste, nem tarifa extra. Qualquer passageiro que for cobrado a mais pode acionar a ouvidoria do município”, disse Evanildo Moreira Vicente, do Sindicato dos Taxistas (Sinditaxi-ES Patronal).
Já as corridas de carros de aplicativos podem entrar no “modo dinâmico”, que é quando os valores variam conforme a demanda, mas as empresas que atuam aqui no Estado não informam sobre valores de tarifas.
De acordo como presidente da Associação dos Motoristas de Aplicativos do Espírito Santo (Amapes), Luiz Fernando Muller, a definição das tarifas vem direto das empresas.
“É tudo automático, via sistema, e é de acordo com a corrida, com a demanda, com a localização. A relação das corridas é passada diariamente e vai do controle de cada motorista, verificar quanto recebeu. A gente não tem esse tipo de informação, nem sabemos quando a corrida vai ser no modo dinâmico”, explicou.
A Uber informou que não compartilha dados sobre tarifas. Já a 99, afirmou que trabalha para equilibrar oferta e demanda, incluindo a tarifa.
“A está comprometida em oferecer soluções de transporte que sejam ainda mais acessíveis e seguras nesse momento. Diante da medida, a empresa esclarece que segue trabalhando para equilibrar a oferta e demanda, incluindo a tarifa”, diz o texto enviado pela assessoria da empresa.
O diretor-presidente do Procon-ES, Rogério Athayde, disse que se o consumidor constatar alguma abusividade nos preços praticados pelos serviços de transporte de táxi ou por aplicativo poderá registrar a denúncia pelo aplicativo Procon-ES (disponível apenas para o sistema Android) ou pelo e-mail [email protected] (iOS) para apuração.