
“Temos um corpo de engenharia na Polícia Civil capacitada para fazer esse tipo de análise. Precisamos identificar se o acidente foi por problema mecânico ou por alguma falha causada pelo funcionário, que ficou comprovado estar trabalhando embriagado”, disse o delegado Djalma Pereira Lemos.
Essa é a segunda vistoria. A primeira ocorreu no dia do acidente. Segundo ele, a polícia tem prazo de 10 dias para concluir o inquérito. O acidente provocou a morte da professora Miriam de Oliveira, 38, que foi atingida pelo brinquedo, após cair, e deixou gravemente ferida sua filha, de 8 anos. O pai ficou ferido ao socorrê-las.
O parque está fechado pela Defesa Civil até a conclusão das investigações. Ontem, a reportagem esteve no local e encontrou apenas uma mulher e um rapaz na área do parque. Questionados, apenas o rapaz disse: “Manda trazer comida para a gente, pois estamos passando fome”.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o parque de diversões possuía alvará de funcionamento.
No entanto, também deveria ter alvará da Polícia Civil, mas o documento não foi requisitado, segundo informou o delegado.
“Parques, circos e shows têm de ter alvará da Polícia Civil autorizando o evento. Não deram entrada nem aqui e nem na Delegacia de Diversões Públicas, em Vitória”, disse Djalma.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, uma vistoria foi realizada, com o parque montado, e foi verificado o documento de responsabilidade técnica do engenheiro responsável pela montagem da parte mecânica e elétrica dos brinquedos.
Segundo o Corpo de Bombeiros, compete ao município exigir todos os outros alvarás, assim como o de costumes e diversões e sanitário, e autorizar, assim, o funcionamento.
No entanto, a prefeitura informou que o alvará fornecido pelo município é apenas para fins tributários. “O alvará que visa às condições de estrutura, funcionamento e segurança é de competência do Corpo de Bombeiros e dos engenheiros técnicos que emitem as anotações de responsabilidade técnica (ART) elétrica e mecânica.”
