Para melhorar o ensino dos alunos da rede pública do ensino fundamental II e do ensino médio, o governo do Estado criou uma metodologia própria para o ensino integral, a partir da contribuição de 47 professores, diretores e coordenadores.
O novo método foi abordado no livro “Educação em Tempo Integral no Espírito Santo: História, Conceitos e Metodologias”, lançado ontem pela Secretaria de Estado da Educação (Sedu).
Na obra, os professores reuniram experiências vivenciadas em sala de aula desde o início da aplicação do ensino integral no Espírito Santo, em 2015. Na época, o Estado utilizava uma metodologia de ensino de Pernambuco, com adaptações para o território capixaba.
O livro veio para documentar todas as contextualizações e mudanças técnicas. No modelo pernambucano, por exemplo, não havia metodologia para o ensino fundamental e o método era específico de ensino médio. Outra mudança é que a educação rural passou a ser contemplada.
“A metodologia do Espírito Santo é uma conquista, porque significa refletir e ponderar sobre aquilo que fazemos do nosso Estado. Pode até haver uma inspiração fora, é uma troca legítima e positiva, mas ela precisa ser contextualizada”, ressaltou o secretário de Estado de Educação, Vitor de Angelo.
O assessor de Gestão Escolar da Sedu e um dos organizadores do livro, Marcelo Lema, pontuou que importar um conteúdo de outro lugar sem adaptar para a realidade pode deixar “pontas soltas” e, por isso, a necessidade de adaptação.
“Escrever material para a nossa própria rede conversa muito mais com a linguagem das redes municipal e estadual e faz com que a gente se aproxime mais da realidade de aplicação dos professores”.
A expectativa é que o ensino integral seja ampliado a partir dos próximos anos e que, em 2022, conte com mais 30 ou 40 escolas. Atualmente, o Estado apresenta 93 escolas estaduais integrais.
De acordo com o governador Renato Casagrande, que também estava presente no evento, ao estabelecer com clareza a metodologia utilizada no Estado, o livro facilita pesquisas sobre o assunto e até auxilia professores que não têm experiência com o ensino integral.
“Essa metodologia também pode ser usada pelos municípios. Nós vamos ampliar muito a educação de tempo integral nos municípios”, frisou o governador.
