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Professores preparam ação para entrar na Justiça

Contrários ao retorno das aulas presenciais, professores da rede pública e privada, assim como pais, vão entrar na Justiça, na tentativa de impedir ...

Noêmia Simonassi, do Sindiupes

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Noêmia Simonassi, do Sindiupes (Foto: Arquivo/AT)

Contrários ao retorno das aulas presenciais, professores da rede pública e privada, assim como pais, vão entrar na Justiça, na tentativa de impedir essa retomada das atividades.

A diretora administrativa e financeira do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes), Noêmia Simonassi, disse que a assessoria jurídica já está com a ação pronta e vai tentar evitar a retomada das aulas este ano.

“Estamos só aguardando o decreto do governo sair para ajuizar a peça. Não acreditamos que agora seja o momento de retornar. Não é só álcool em gel que vai resolver o problema. Queremos que o retorno aconteça quando tiver segurança. Não estamos atrelando a vacina”.

Para ela, ainda não é possível cumprir todos os protocolos de segurança. “O melhor é retornar em 2021 porque o ano que vem é outro cenário, e as escolas terão mais tempo para se programar para esse retorno”.

Noêmia destaca que faltam praticamente dois meses para o ano letivo terminar. “Considerando o sistema de rodízio, o aluno vai uma semana e na outra fica em casa, ele vai ter, daqui até o final do ano, praticamente um mês de aula. Vai resolver a situação? Não. Vai colocar em risco todo mundo”.

Já o Sindicato dos Professores no Estado (Sinpro-ES) informou que entrará com liminar contra o retorno às aulas e a favor da vida, garantindo proteção aos direitos e conquistas da categoria.

O presidente da Associação de Pais de Alunos do Espírito Santo (Assopaes), Janilton José da Silva, disse que a entidade também irá recorrer ao Poder Judiciário para impedir a abertura das escolas.

Em coletiva de imprensa na última sexta-feira, o secretário de Estado da Educação, Vitor de Angelo, ressaltou que não vê razão “técnica, científica e racional” para uma resistência por parte dos professores, principalmente, diante do momento atual da pandemia e de todo o planejamento que está sendo feito.

“O governo tem trabalhado com planejamento, cautela e segurança”, disse De Angelo, frisando que a decisão é coerente com todas as medidas que têm sido tomadas.

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