
A Eco101 instalou outros 26 equipamentos, porém em pontos diferentes. “Os equipamentos evitaram muitas mortes, pois antes aconteciam acidentes toda hora”, ressaltou o agricultor Newton Martins, 71, morador do local atingido pela explosão.
Assim como Newton, o agricultor Paulo Eloísio Martins, 60, também viveu a tragédia e está preocupado com a retirada dos radares. “Percebemos que os veículos já passam mais rápido. Dias desses tombou uma carreta aqui perto”.
RESPOSTAS
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que era responsável pelos 45 radares até o final do ano passado. O Dnit acrescentou que após a concessão não pode mais atuar na rodovia.
Por outro lado, a Eco101 informou que todos os 26 radares previstos no contrato de concessão foram instalados. Destes, 17 estão operando normalmente e nove dependem de energia elétrica, que deve ser instalada pela EDP Escelsa.
Com relação aos 45 radares desativados, a concessionária diz que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou resolução desobrigando a Eco101 a operar os equipamentos.
Já a ANTT informou que há estudo para a implantação de novos radares, que vai passar também pela análise da Polícia Rodoviária Federal. E ressaltou que os novos radares vão gerar custos de instalação e manutenção, e que essas despesas poderão ser repassadas para a tarifa de pedágio, já que não estão previstas no contrato.