
De acordo com a decisão judicial firmada no final de julho, o Dnit teria 60 dias para fazer a instalação e colocar em funcionamento os radares nas áreas urbanas, em faixas mais críticas classificadas de acordo com o risco de acidentes, como “muito altas”, “altas” e “médias”, uma vez que trafegam mais pessoas. Serão 1.140 equipamentos em todo o País.
Ao todo, no Espírito Santo, serão 73 radares para fiscalizar 40 pontos das BRs 101, 262, 259 e 393, como adiantou a reportagem de A Tribuna na edição do dia 31 de julho.
São 28 áreas urbanas, como trechos da BR-262 em Cariacica e Pedra Azul; BR-101 na Serra; BR-393 em Cachoeiro de Itapemirim; e BR-259 em Colatina.
Logo após a instalação nesses locais, terá início a colocação dos controladores de velocidade nas áreas rurais com alto índice de acidentes, como trechos da 262 em Domingos Martins e Ibatiba.
Vale lembrar que alguns equipamentos não serão necessariamente novos, mas voltarão a funcionar em locais onde haviam sido desligados, como BR-262, em Campo Grande, Cariacica.
Em nota, o Dnit informou que já está cumprindo o acordo judicial. “Há equipamentos cujos projetos estão em fase de aprovação, há outros equipamentos já instalados e há equipamentos instalados e em operação”.
O órgão informou ainda que os equipamentos foram contratados por meio de licitação. “O Dnit está destinando R$ 160 milhões para o custeio de 24 contratos em 2019”.
O acordo que obrigou a volta do radar aconteceu depois que o governo federal suspendeu a instalação de 8.015 radares no País por determinação do presidente Jair Bolsonaro, em abril deste ano. Na época, o presidente disse que os equipamentos fazem parte de uma “fábrica de multas”.
No entanto, o senador Fabiano Contarato entrou com uma ação na justiça para impedir a retirada dos radares fixos. “Acredito que vamos impedir muitas mortes. A vida é o bem maior a ser preservado. Queremos rodovias federais mais seguras e trânsito responsável”, destacou.
