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A epidemia de gripe tem provocado corrida às farmácias. O reflexo disso é a falta de alguns medicamentos para tratar as doenças respiratórias e até mesmo preveni-las.
O antiviral Tamiflu, que necessita de prescrição médica, é um dos exemplos, como destaca o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos no Espírito Santo (Sincofaes), Edson Daniel Marchiori, que também é associado da Rede Farmes.
No Estado, há cerca de 3.500 estabelecimentos e, segundo ele, a grande maioria convive com essa realidade. De acordo com Edson Daniel, ainda não existe uma data precisa para normalizar a situação. Isso poderá acontecer entre janeiro e fevereiro, mas tudo vai depender do cenário e do fornecimento.
“Já está havendo ruptura de estoque de alguns medicamentos. As distribuidoras também não têm como entregar. Estamos tendo dificuldade de fazer a reposição de antigripais, antialérgicos, xaropes, Benegrip, Multigrip, Coristina D, vitaminas C e até antibiótico, principalmente infantil”, listou.
Além disso, ele alerta para o risco de faltar analgésicos e antitérmicos, como Dipirona, Paracetamol e Ibuprofeno (anti-inflamatório) entre 10 a 15 dias.
Gerente de Manipulação da Farmácia Mônica, a farmacêutica Mariana Piassaroli diz que essa demanda levou ao esgotamento de antigripais, como Tamiflu e genéricos. Segundo ela, a procura por vitaminas para melhorar a imunidade, expectorantes, analgésicos e anti-inflamatórios de garganta também aumentou drasticamente.
O gerente da Farmácia Mônica de Itapuã, em Vila Velha, Clodoaldo Verdan, cita aumento na demanda nos últimos 15 dias do Tamiflu, xaropes e suplemento vitamínico.
Já a gestora farmacêutica da rede Santa Lúcia, Cinthia Freitas, conta que o estoque do Tamiflu está zerado. O estoque foi reforçado com genérico, que está acabando.
Ela fez uma comparação: em setembro, outubro e novembro, a média de saída desse medicamento de referência era de dois por mês. Em dezembro, o salto: 340 por mês. Já o genérico, que também tinha média de dois por mês, subiu para 290 em dezembro.
O grupo RD-RaiaDrogasil informou que está em contato com os fabricantes, a fim de garantir a reposição dos estoques e o pleno abastecimento ainda na primeira quinzena de janeiro.
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Não achou medicamento
Com febre, dor na garganta e outros sintomas de gripe, a aposentada Helena Duarte, de 59 anos, buscou o atendimento em um hospital particular na última segunda-feira (27). Na prescrição do médico, estava o antiviral Tamiflu.
“Não encontrei nas farmácias esse medicamento, mas tomei os outros e estou bem melhor”, revelou a aposentada.
Ela começou a sentir febre no último domingo e fez o teste de covid para descartar a doença.
SAIBA MAIS
Seis mortes no Estado em 30 dias
Epidemia no Estado
- Exames analisados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen-ES) indicam a predominância da influenza A (subtipo H3N2) no Estado.
Casos graves e mortes
- Dados divulgados na terça-feira (28) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) revelam que 6 pessoas morreram em decorrência de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por influenza (gripe) nos últimos 30 dias.
- Uma pessoa tinha acima de 90 anos de idade; outra, entre 80 e 89 anos; três tinham entre 70 e 79 anos; e outra, entre 40 e 49 anos.
- Além disso, há a confirmação de 38 casos graves. Novo boletim será divulgado na próxima semana.
Corrida
- Os casos têm provocado corrida de pacientes aos hospitais públicos e privados, prontos atendimentos e unidades de saúde e farmácias.
- Em Vitória, por exemplo, a Secretaria de Saúde informou que o fluxo de pessoas buscando a rede municipal com sintomas respiratórios continua aumentando. Da zero hora às 17 horas desta quarta-feira (29), foram realizados 267 atendimentos no PA da Praia do Suá e 254 no PA de São Pedro.
- A Secretaria de Saúde de Vitória informou nesta quarta (29) à noite que havia 38 pacientes internados, aguardando transferência por meio da Central de Vagas do Estado.
Falta de medicamentos
- Tamiflu (antiviral) e Oseltamivir (genérico do Tamiflu).
- Xaropes, entre os quais maleato de dexclorfeniramina + betametasona, e expectorantes.
- Antialérgicos, como o Allegra.
- Antigripais, a exemplo do Multigrip e Benegrip.
- Vitaminas C, como Redoxon.
Estoque baixo
- Dipirona (analgésico e antitérmico).
- Paracetamol (analgésico e antitérmico).
- Ibuprofeno (anti-inflamatório).
- Amoxicilina, principalmente para crianças (antibiótico).
Fonte: Secretaria de Estado da Saúde e farmácias consultadas.