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Rios que abastecem o Estado estão com nível normal

Enquanto a questão da baixa em reservatórios no País preocupa o setor de energia elétrica, no Espírito Santo, os rios que garantem o abastecimento de ...

Rio Jucu: Enquanto a questão da baixa em reservatórios no País preocupa, os rios do Estado que garantem o abastecimento de água para a população estão em níveis normais

Última atualização

Rio Jucu: Enquanto a questão da baixa em reservatórios no País preocupa, os rios do Estado que garantem o abastecimento de água para a população estão em níveis normais (Foto: Beto Morais – 06/03/2018)

Enquanto a questão da baixa em reservatórios no País preocupa o setor de energia elétrica, no Espírito Santo, os rios que garantem o abastecimento de água para a população estão em níveis normais.

A falta de chuva por longos períodos, acompanhada do desabastecimento de água potável para a população de várias cidades, já castigou o Estado há alguns anos, como em 2015 e 2016.

De acordo com a Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), que monitora a situação, os rios do Espírito Santo estão em condições normais para o período, “sem alerta para criticidade hídrica em nenhuma região do Estado”.

A Agência reforçou que essa característica se manteve durante todo o ano de 2020, cujo período considerado seco (entre abril e outubro) se apresentou positivo, quando comparado a 2019.
“O cenário, portanto, também se apresenta com tendência positiva para o verão”, concluiu a Agerh.

O órgão ainda citou a necessidade, mesmo assim, do uso racional da água tanto no campo, quanto na cidade para a sustentabilidade do recurso hídrico.

Sobre o abastecimento de água no verão, a Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan) frisou que as atuais condições dos mananciais são favoráveis.

“Porém destacamos que é sempre importante o consumo consciente de água, evitando qualquer tipo de desperdício”, informou.

Disse, ainda, que o volume de chuva previsto e o acumulado até o momento são satisfatórios. “As manutenções preventivas estão sendo realizadas para preparação dos sistemas para assegurar o abastecimento dos 53 municípios onde a Cesan está presente”.

O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Jucu, José Dalton Cardoso, ressaltou que o nível hoje se encontra em uma situação de normalidade devido às chuvas constantes nas cabeceiras.

O rio é responsável pelo abastecimento de parte da capital, além de Vila Velha e parte de Cariacica. “O Jucu é um rio curto. Então quando chove na região das cabeceiras, nas montanhas, rapidamente, no dia seguinte, sobe bastante seu nível”.

Ele ressaltou que uma das preocupações dessa época é sempre com as possíveis situações extremas, como muita chuva ou escassez, o que já aconteceu.

Para Dalton, a construção de um reservatório, assim como já existe no Rio Santa Maria da Vitória, que também abastece parte da Grande Vitória, vai melhorar a segurança hídrica no Estado.

Atenção à vazão dos rios

A vazão dos rios principais que abastecem a Grande Vitória, Jucu e Santa Maria, se encontra em níveis acima do considerado crítico. Mesmo assim, no último boletim de vazão divulgado pela Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), do dia 26 de novembro, eles estavam abaixo da média mensal de longa duração.

O Rio Jucu, que abastece mais de 1 milhão de pessoas em Cariacica, Viana, Vila Velha e parte de Vitória, está com a vazão superior a 21 mil litros por segundo, quando os níveis críticos são abaixo de 6 mil litros por segundo. Na seca de 2016, em setembro, a vazão chegou a 2.800 litros por segundo.

Já o rio Santa Maria da Vitória, que abastece cerca de 600 mil pessoas em parte de Vitória e de Fundão, além da Serra, também está acima do nível considerado crítico. Uma diferença para o Rio Jucu, é que o Santa Maria da Vitória conta com a barragem de Rio Bonito.

Sobre a previsão de chuvas, o meteorologista do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) Hugo Ramos disse que de acordo com a climatologia, dezembro teoricamente é o mês mais chuvoso, com chuvas mais concentradas nas regiões Serrana e Sul. Previsão de chover também na Região Metropolitana de forma significativa e Norte (em menor volume).

O principal sistema meteorológico de atuação é a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que consiste em uma banda de nebulosidade semiestacionária, a qual se estende desde o Sul da Amazônia, passando pela região Centro-Oeste e prolongando-se para o Oceano Atlântico, acarretando em chuvas, que podem ser intensas.

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