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A Prefeitura da Serra quer liberar a construção de prédios mais altos em algumas regiões a partir de 2022. A liberação está prevista no novo Plano Diretor Municipal (PDM) – lei que determina regras para o crescimento organizado da cidade.
O PDM é atualizado a cada 10 anos e a nova versão da lei já está em desenvolvimento, com previsão de ficar pronta no segundo semestre do próximo ano. Quando a lei entrar em vigor, o limite de altura dos prédios vai aumentar em diversos bairros do município.
Um dos objetivos é tornar a cidade mais verticalizada, com prédios mais altos, evitando um crescimento espaçado, como aconteceu nas últimas décadas.
“A Serra é uma cidade bastante horizontalizada e isso faz com que o município tenha um custo de manutenção mais alto. Temos muitos espaços vazios entre os bairros. Então, a proposta é trabalhar mais a verticalização”, afirmou o prefeito da Serra, Sergio Vidigal.
Com essa nova altura dos prédios, a ideia é atrair novos investimentos em áreas com boa infraestrutura viária, mas que hoje são pouco utilizadas para moradia.
Na visão da prefeitura, a principal área com essa característica é o entorno da BR-101, que deve ganhar a permissão para prédios maiores. Essa área tem início em Carapina, passa por Laranjeiras e vai até a região do bairro Divinópolis.
Essa mudança seria possível porque o trecho da rodovia federal que passa pela cidade será municipalizado, transformando-se em uma avenida quando o Contorno do Mestre Álvaro estiver pronto.
“É um local que já tem infraestrutura, com pistas largas e pistas laterais. Essa área terá corredor exclusivo de ônibus e não haverá nenhum tipo de conflito, como engarrafamento”, destacou o prefeito.
No litoral, em bairros como Jacaraípe, Manguinhos e Carapebus, os índices serão mantidos. “Se verticalizar a orla, a qualidade de vida cai e a mobilidade piora”, ressaltou Vidigal.
Presidente da Associação de Moradores de Manguinhos, Guilherme Lima concorda, e afirma que o bairro não comporta imóveis mais altos.
“A nossa ideia é que o PDM seja mais restritivo ainda, mantendo os gabaritos atuais para as residências e proibindo condomínios e casas geminadas”, afirmou.
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Só empresas na região do contorno
O Contorno do Mestre Álvaro, que será um novo trecho da BR-101, não terá construção de moradias em seu entorno.
“A proposta é para que não tenha ocupação ao longo do rodovia, caso contrário, teremos os mesmos problemas que temos hoje no trecho urbano da BR-101”, afirmou o prefeito da Serra, Sergio Vidigal.
Sem moradias, o local poderá receber, no máximo, empresas do setor de logística e indústria de baixo impacto.
O Contorno do Mestre Álvaro está sendo construído pelo governo federal e será um novo trecho da BR-101, com cerca de 19 quilômetros. A rodovia tem início na altura do posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e vai até a Rodovia do Contorno.
Com isso, quem trafega pela BR-101 não vai mais precisar passar pelo trecho urbano da rodovia na Serra, que passa por bairros como Serra-Sede, Divinópolis, Laranjeiras, Jardim Limoeiro e Carapina.
Esse trecho é um dos mais perigosos da rodovia federal em todo o País, registrando um alto índice de acidentes. O local também é famoso pelos congestionamentos.
A expectativa é de que o Contorno do Mestre Álvaro seja concluído em 2023. Com isso, o trecho urbano da BR-101 será transferido para o município da Serra.