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Cidades

Sindicato não descarta novas paralisações de ônibus

A primeira semana útil de 2021 começou com transtorno para 420 mil pessoas que dependem de ônibus na Grande Vitória. Duas paralisações dos motoristas ...

Última atualização

Para quarta-feira (05) já está definido que haverá uma nova manifestação. (Foto: Whatsapp)A primeira semana útil de 2021 começou com transtorno para 420 mil pessoas que dependem de ônibus na Grande Vitória. Duas paralisações  dos motoristas do Sistema Transcol deixaram terminais e pontos lotados, com aglomeração de passageiros e viagens canceladas. 

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Espírito Santo (Sindirodoviários) não estão descartadas novas paralisações. Uma reunião será realizada nesta terça-feira (05) entre os membros do Sindirodoviários para definir o futuro da manifestação.

O presidente interino do Sindirodoviários, José Carlos Sales disse que o sindicato não tem certeza se ao final do dia de hoje pode ou não acontecer uma nova manifestação. “Não vamos descartar outro movimento até que a reunião de hoje a tarde aconteça”.

Já o diretor do sindicato, Valdecy Laurindo, disse que não haverá novas paralisações nesta terça.

“Vamos cumprir a decisão judicial. Já estamos cansados dessa situação, mas vamos fazer essa reunião para definir os próximos passos. A população pode ficar tranquila que os ônibus vão circular”, disse.

Para quarta-feira (05) já está definida uma nova manifestação. “Ainda não sabemos como vamos proceder, o que será feito na manifestação de amanhã. Mas já confirmamos que haverá uma nova paralisação”, explicou o diretor.

Os motoristas está fazendo os protestos para pedir a volta dos cobradores aos ônibus do Transcol. Os profissionais estão afastados desde maio, quando o governo do Estado tomou a iniciativa de não aceitar mais o pagamento da passagem em dinheiro como forma de evitar a transmissão do novo coronavírus.

Desde então, os cobradores não estão trabalhando em suas funções, mas seguem recebendo o salário. Os motoristas e os cobradores, no entanto, querem o retorno imediato, mas o governo não deu uma previsão de quando isso vai acontecer.

Paralisação desta terça-feira 

 Por conta desta manifestação, quem precisou chegar ou deixar à capital pela Segunda Ponte, passando pelo Centro, encontrou grande dificuldade de locomoção. (Foto: WhatsApp)Na manhã desta terça, rodoviários fizeram um novo protesto pedindo o retorno dos cobradores, afastados em março em função da pandemia do coronavírus. Apenas os coletivos com ar-condicionado, que já circulam sem os profissionais, deixaram as garagens das empresas.

O protesto começou por volta das 9 horas em Jucutuquara. Depois, os coletivos foram levados para a região do Palácio Anchieta, ocupando duas faixas da pista. Este foi o segundo dia de protestos.

Por conta desta manifestação, quem precisou chegar ou deixar à capital pela Segunda Ponte, passando pelo Centro, encontrou grande dificuldade de locomoção.

GVBus

O Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória (GVBus) afirmou em nota que a paralisação foi abusiva, já que não respeitava a Justiça.

“Ressaltamos que não haverá qualquer prejuízo aos colaboradores, que, embora não cumprirão jornada de trabalho nos coletivos, permanecerão afastados e receberão integralmente os seus salários e benefícios previstos no acordo coletivo”, afirmou o sindicato das empresas.


ENTENDA


Justiça proíbe a paralisação

Afastamento
> Em maio do ano passado, o governo do Estado tomou a iniciativa de não aceitar mais o pagamento da passagem de ônibus em dinheiro no Transcol, como forma de evitar a transmissão do novo coronavírus.
> Com isso, os cobradores foram afastados, mas seguem recebendo seus salários, como prevê um decreto do governo federal.
> O Estado afirma que esses trabalhadores devem retornar ao trabalho em funções a serem definidas pelos consórcios operadores do sistema.

Paralisação
> Desde o início da medida, parte dos rodoviários criticam o afastamento. Ontem, eles iniciaram uma paralisação para pedir a volta imediata dos cobradores aos ônibus.
> O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Espírito Santo (Sindirodoviários) fez uma convocação para que os cobradores fossem aos postos de trabalho ontem. Mas os ônibus não chegaram a circular com os cobradores.
> Cerca de420 mil passageiros foram afetados pela paralisação.

Justiça
> Desde o último sábado, uma decisão da Justiça proíbe a paralisação, com punição de R$ 10 mil por dia em caso de descumprimento.

Fonte: Governo do Estado, Sindirodoviários e Tribunal Regional do Trabalho.

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